terça-feira, 2 de junho de 2009

Tragédia com o Voo AF 447: A dor que fica é da Família

Nesta segunda-feira (01/06/09), acordei com FRIO, liguei a TV e o Rádio, e deparei com mais um acidente aéreo de grandes proporções. O AirBus da Air France A330 desapareceu no radar, enquanto fazia o trajeto Rio de Janeiro x Paris, às 3 horas da manhã (horário de Brasília).


É claro que todos vocês já sabem disto, pois este tipo de notícia repercute imediatamente em todos os lugares do mundo, porque impressiona. Não dizem por ai que o meio de transporte mais seguro é o Avião? Sim e continua sendo, por isso que chama atenção todo tipo de acidente que acontece com eles.

Ainda mais quando havia 216 passageiros a bordo e 12 tripulantes. Nem preciso colocar toda a notícia aqui e os desmembramentos dela, porque seria desleal um Blog simplérrimo ir se aventurar na área de notícias dos grandes portais como a Globo.com, Uol, Terra, Ig, Diário.com.br, entre tantos outros.

Nesta hora, sendo cristão católico como sou, só peço a Deus duas coisas:
1º - Que os passageiros não tenham sentido dor na hora da morte
2º - Que dê muita força e conforto para os familiares de cada um que permanecem na Terra, chocados com a notícia que acabaram de receber.

Dentre
as vítimas, havia uma catarinense chamada Deise Possamai. Ela trabalhava na Prefeitura de Criciúma e residia em Nova Veneza com os pais. A história desta vítima chama a minha atenção, devido a proximidade com o local onde moro.

Na sexta-feira (29/05/09) ela teve uma confraternização de despedida na prefeitura com os colegas, por causa da licença de dois anos que tirou para fazer uma especialização na Europa. Deise trabalhava no local há mais de 10 anos, visto que era concursada.

A convite da Dani Niero - minha amiga jornalista que MUITO ADMIRO e meio barbeira no trânsito - assim que soubemos que a Deise estava neste voo, fomos para a localidade de Rio Cedro Médio (Nova Veneza) conversar com os familiares dela, pra tentar pegar algumas informações sobre como era esta catarinense que estava no voo.

Pra chegar lá, fiz o trajeto mais difícil possível. Fui por dentro de Nova Veneza e pegamos um trecho de estrada de chão terrível, cheio de pedregulho de rio que quase estourou os pneus do carro. Levamos 40 minutos pra encontrar a casa da família nesta região e - assim que cheguei lá - soube que podia ter ido pela Mãe Luzia (bairro de Criciúma que faz divisa com Nova Veneza na localidade de Rio Cedro Médio), o que diminuiria o trajeto para 20 minutos (com tudo asfaltado).

Não é fácil captar informações para a imprensa nesta hora, em momento de dor da família. Como chegar? Como abordar os familiares chorando e lamentando a morte da ente querida? Tem que ter cautela e chegar de mansinho, porque qualquer um de nós poderia estar passando por uma agonia desta.

Pra nossa surpresa, mesmo com a maior dor psicológica que um ser humano pode enfrentar (que é a morte de quem ama), os familiares nos receberam e contaram como era a Deise. Só lembro do pai desta mulher falando: "Minha filha saiu daqui da nossa casa, na calma do interior, para conhecer o mundo e acabar morrendo no meio do oceano".

É difícil nesta hora separar o lado jornalístico, sem deixar se envolver pelos sentimentos e a dor que passa o ser humano. Segurei a emoção, mas clamei em pensamento ao ser superior a todos nós (que acredito), para auxiliar esta família a passar por todo este difícil momento, com muita força.

E sabe o que é mais interessante? A vida é um mistério, e as vezes - de uma forma ou de outra - há uma preparação para despedidas que nem imaginamos. Veja só: A Deise era uma mulher feita (de 34 anos), que morou muito tempo sozinha e este ano resolveu voltar a morar com os pais. Estava morando com eles há três meses. Interessante não? E quem duvida que, sem querer, era pra matar a saudade dos pais e ir já preparando para uma partida desta para outra vida.

Não vamos discutir religião porque isto, mais futebol e política cada um tem suas crenças e não muda com a opinião dos outros. Mas que eu achei muito intrigante este fato, ah eu achei!

E a notícia com os familiares? Saiu na Engeplus. Para ler clica no link abaixo.

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