segunda-feira, 29 de março de 2010

Não é NÃO... será?

Sempre quis compreender porque repito uma pergunta que já foi dada a resposta, sendo ela negativa. Seria mania? Confirmar se ouvi direito aquilo que foi dito? Ou vencer a pessoa pelo cansaço e fazê-la mudar de ideia?

Não sei, mas ao observar melhor a minha família, começo a compreender a raiz de onde vem todo o problema. Começo pelo meu pai.

Eu descansava no meu quarto e lia um livro até ser interrompido pelo pai com uma informação "muito relevante".

- FILHO, tá passando o show do Regis Danese na TV, quer que eu a ligue pra você?
- Não pai, obrigado.
- Mas você não é fã dele?
- Quem disse? Não sou fã dele.
- Escuta só, ta tocando "Entra na minha Casa" aquela que tu canta...
- Legal pai, mas eu já enjoei e não quero ouvir.
- Tem certeza, não quer que eu ligue?
- NÃO!
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Outro que tem esta péssima mania é o meu irmão. Estou em PAZ no meu quarto, até ser atormentado pelo dito cujo.

- Filipe, o computador do meu quarto só dá erro. Vai lá olhar?
- Depois eu vou, agora não posso.
- Vai lá né, não consigo abrir as fotos do Orkut.
- Eu vou depois, entende? Vai pra lá e fecha a minha porta
- Anda Filipe, vai lá olhar o que tá acontecendo. Eu não consigo navegar.
- Escuta aqui, eu já disse que vou daqui a pouco. Me dá um tempo.
- Vai lá agora, Filipe. Aproveita e reinstala tudo no computador.
- Eu disse que AGORA NÃO!
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Conhece aquele ditado: O fruto não cai longe do pé? Pois é, acho que o problema disso tudo pode ter começado com a mãe. Após festar um monte, chego em casa de manhã e durmo como um anjo até ser acordado 11h por ela.

- Acorda filho, vamos no mercado com a mãe?
- An, an... que? Não mãe, quero dormir.
- Mas não tem nada pra comer e teu pai não está, vamos com a mãe?
- Não mãe, to cansado.
- Filho a mãe não quer ir sozinha, vamos com a mãe?
- Mãe posso dormir? Mais tarde nós vamos, agora não.
- Puxa vida, não queres ir ao mercado comigo?
- Já disse que NÃO.
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Que família insistente meu Deus, repetem mil vezes a mesma pergunta. Agora já sei quem eu puxei, mas to me controlando para não repetir o mesmo erro pelo mundo afora. É preciso aprender galera, Não é NÃO! ..... Será?

Então, lembrei de um episódio no trabalho com a minha colega de serviço. Ela abriu uma bolachinha salgada com recheio e veio me oferecer.

- Olha Filipe, abri essa bolachinha. Quer?
- Não, obrigado.
- É de patê de presunto, quer?
- Não, não. Valeu.
- Ela é nova no mercado, porque não experimenta?
- É que não to muito afim.
- Tem certeza? Pega só uma e prova para você ver que gostosa.
- Ah, tá bom. Me dá uma ai.
(após mastigar um pouco...)
- E é gostosa mesmo hein. Posso pegar mais outra? (e assim eu comi todo o pacote) --'

quinta-feira, 25 de março de 2010

Teoria x Prática

AMO tirinhas criativas e legais. Admiro quem tem o dom de desenhar e criar diálogos interessantes com grandes doses de humor, para ilustrar o quadro desenhado.

Fiquei à deriva, enquanto navegava na web, e encontrei o site Tirinhas do Zé. Conhecido como Zé da Farmácia, o hobby dele é criar tirinhas com piadas de autores desconhecidos da internet que viraram de domínio público.

A experiência surtiu efeitos, e hoje ele conta com mais de 489 mil acessos, 179 seguidores do site e milhares de elogios. Vejamos uma tira recente da que mais gostei: Teoria x Prática

HAHAHA, Very Good!

domingo, 21 de março de 2010

Explicando o sexo para Crianças

Circula pelos emails alheios uma nova didática que ensina o adulto explicar o sexo para as crianças, de forma sutil e sem ferir a inocência delas (preservada pela idade). A tática veio do site Família D2, que é abastecido por um grupo de amigos (bem legal, por sinal) e já teve mais de 18 mil visualizações. Recebi estas imagens pela Clarissa (boa amiga) e divido com vocês (caso ainda não tenham visto).


























Viva o bom humor mesclado com a criatividade.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Brasileiro: Um eterno insatisfeito com o salário

"Puxa vida... se eu ganhasse uns R$ 1000 a mais no meu salário, isto faria toda a diferença".

Quem de nós nunca se queixou ou já ouviu alguma frase semelhante a esta acima? Lembro como se fosse hoje, o dia em que eu era estagiário e recebia 70% de bolsa da faculdade em dinheiro. Sempre pensei: Se eu ganhasse uns R$ 1000 reais daria para fazer tanta coisa. Seria o cara mais feliz deste mundo e compraria um monte de coisas para mim.

Depois de formado, o cara recebe o piso da profissão (que é este valor e mais um pouco) e pensa: Bah, se eu ganhasse uns R$ 2000 seria o cara mais feliz da face da Terra, porque - além de pagar todas as minhas contas - sobraria dinheiro para investir num carro ou numa casa, poderia viajar e comprar aqueles "mimos" que estão na moda... até que um dia a pessoa passa a ganhar mais de R$ 2000 por mês e lá vem o pensamento: "se eu ganhasse um pouquinho a mais..."

O brasileiro é um eterno insatisfeito com o seu salário. Quem ganha R$ 500, quer R$ 1000, que quer R$ 2000, que quer R$ 4000 e assim por diante. A explicação é que sempre vamos gastar mais do que arrecadamos. Como diz um amigo delegado, se tu ganhas R$ 4 mil, tu já vais querer um carrinho melhor e isto implica em seguro. Teu filho vai para o colégio particular, tua casa recebe uma diarista, você se torna sócio de clube, no mercado você se dá ao luxo de adquirir marcas melhores... e quando percebe, não sobrou quase nada no final do mês.

Para meu espanto, até juiz de tribunal também se queixa dos R$ 15 mil recebidos mensalmente. Perguntei para uma amiga como isto pode acontecer (visto que o pai dela é um deles) e ela me explicou: "Filipe, quem ganha R$ 15 mil, gasta R$ 20 mil por mês. Não é qualquer casa que vais morar, não é qualquer carro que vai comprar, o telefone não para no gancho. E os familiares (filhas, netos, etc), você se vê obrigado ajudar por ter uma condição financeira melhor. Então fica com uma casa na cidade e outra no litoral (onde há um descanso) e isto implica novas despesas. Quanto mais recebe, maior é o teu patrimônio e - consequentemente - os teus gastos". - então fiquei quieto.

É fato, só eu não enxergava isto: Ninguém é feliz com seu salário! Lembro da minha professora, Derlei Catarina de Luca, dizer em sala de aula que no Brasil as pessoas têm vergonha de falar que são ricas e preferem se passar como pobres. Lá nos Estados Unidos, é o inverso. O povo tem vergonha de dizer que está mal, por isso todos aparentam ser bem. Ela tem razão.

A Derlei contou que teve um ano durante a páscoa, TODOS os ovos de chocolate haviam sido vendidos no supermercado Giassi. Então, um canal de televisão foi entrevistar o dono (Zefiro Giassi) para fazer um balanço das vendas do ano, e o proprietário falou: "Pois é, as vendas deveriam ter sido melhor... não foi como a gente esperava". Diz a Derlei que ficou de boca aberta, pois não tinha mais NENHUM ovo para vender e o Giassi reclamava das vendas.

Jamais esqueci este relato contado pela professora. Quem de nós se contenta com a remuneração atual? Se você recebe menos de R$ 2 mil ao mês e está satisfeito, meus parabéns, és um vencedor. O caso é que muitos de nós ganhamos mal e temos razão em reclamar dos baixos salários. E a questão é que mesmo que aumente, vamos ser igual aquele delegado que ganha R$ 4 mil, ou o juiz recebendo o seu R$ 15 mil: Eternos insatisfeitos!


PS: A título de conhecimento, fiz este post porque desejo muito adquirir um Novo Fox, mas com o meu salário atual só consigo pagar dívidas e contas. Então se eu ganhasse um pouquinho a mais... vocês já sabem ;)

terça-feira, 16 de março de 2010

Fugas... de que adianta?

Já contei como sou fã do Paulo Gaefke? Talvez não, mas deu para perceber quando postei três textos dele (aqui 1, aqui 2 e aqui 3) todos devidamente creditados e que nos levam a reflexão. Recebo vários e-mails diariamente e - entre aquele bolo de mensagens - encontro algumas coisas interessantes que dá para levar como um ensinamento de vida.

Naquele instante conturbado em que você está cansado de tanta mediocridade que há nesta vida, hipocrisia, falsidade, pressão e cobranças... as mensagens de Gaefke chegam como um alívio na caixa de entrada, que te faz fugir um pouco da realidade cansativa e chata para um mundo de sonhos, respeito, integridade e felicidade.

Hoje ele aborda a questão das fugas do ser humano, onde cada um tapa o sol com a peneira na desculpa que vai viver melhor. Infelizmente o vazio existencial de muitos não é preenchido com estas "melhores escolhas" e a mensagem a seguir mostra isto.


Muita gente anda vivendo por viver,
parece que andam fugindo de si mesmas,
com medo de encararem a realidade.

Que adianta o apartamento enorme se a alma está vazia,
que adianta o carro luxuoso se o medo te acompanha?

Que adianta o celular último tipo se quem você quer não te liga,
que adianta a promoção se o emprego não te traz satisfação?

Que adianta o namoro de anos se não existe mais alegria,
pra que esse casamento de fachada,
se você já sabe de todas as traições?

Que adianta essa oração na hora do desespero,
se Deus esteve sempre presente e você nunca o procurou?

De que adianta essa cara fechada,
se nós não temos nada a ver com seus problemas?
que adianta chutar o cachorro,

se ele nem te conhece e você vai continuar doente?

Que adianta o remédio para pressão, se você continua fumando,
que adianta o conselho, se você continua agindo a sua maneira,
que adianta o guia, se você está cego?

Que adianta o choro, se o amor acabou,
que adianta a comida, se a fome passou,
pra quê o calmante, se ele não te acalma,
que adianta gastar tanto no casamento que já nasce cheio de dúvidas,
e o pior, cheio de dívidas?

Melhor seria viver simplesmente a vida e toda a sua beleza,
estudar por prazer, trabalhar no que gosta, mesmo ganhando menos,
ficar só e ter a melhor companhia, porque antes só do que mal acompanhado.

Viver em um casebre limpo e arejado onde todos se falam,
se beijam e se abraçam, onde uma casa vira lar.

Melhor andar a pé que morrer de nervoso ao volante no trânsito,
e para ser mais feliz, melhor é amar com simplicidade,
as pessoas, os animais, a natureza, tudo sem frescura,
não ter vergonha de abraçar e demonstrar o seu amor,
como crianças que abraçam às árvores com ingenuidade,
que conversam com as plantas, com seus cachorrinhos,
e que ouvem as respostas que nós, adultos tão esclarecidos, não conseguimos ouvir,
e por isso estamos morrendo, cada dia um pouco, lentamente na tristeza que nos consome,
no vazio de querer sempre mais daquilo que nem sabemos o que é.

Pare, pense e mude.

Ainda dá tempo de ser simplesmente feliz, e só depende de você.
A partir de quando? Que tal... hoje!
______________
Sincero, sábio e questionador... por isso que admiro autores como Gaefke que nos levam a pensar.

domingo, 14 de março de 2010

Daqui pra frente tudo vai ser diferente ♫

Sabe aquele momento em que a vida te dá uma sacudida e você muda os planos do coração, acreditando que tudo vai dar certo? Se vai vingar ou voltar para estaca zero, eu não sei. Mas uma coisa é certa: Nada será como era antes.

Para celebrar este momento em que abriram os meus olhos, vamos com a canção "Se você pensa", composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Se você pensa que vai fazer de mim,
o que faz com todo mundo que te ama
Acho bom saber que pra ficar comigo, vai ter que mudar

Você tem a vida inteira pra viver
e saber o que é bom e o que é ruim
É melhor pensar depressa e escolher antes do fim

Daqui pra frente tudo vai ser diferente,
você tem que aprender a ser gente
O seu orgulho não vale nada

Você não sabe e nunca procurou saber
Que quando a gente ama pra valer
O bom é ser feliz e mais nada

Daqui pra frente tudo vai ser diferente,
você tem que aprender a ser gente
O seu orgulho não vale nada

Daqui pra frente tudo vai ser diferente :)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Jornalismo: tão importante e tão de$valorizado

Quando escolhi cursar jornalismo, sempre soube que não receberia bons salários como os médicos, advogados, arquitetos, juízes, promotores, etc... mas escolhi a profissão mesmo assim por amor á comunicação social, por gostar de conversar e conhecer novas pessoas, escrever, verificar o outro lado da verdade, mostrar para o público aquilo de bom que está acontecendo (e de ruim também).

Tive a sorte de conseguir trabalhar nesta área no começo da faculdade, assim que cheguei na profissão totalmente imaturo e crianção. Considerava o jornalista igual às celebridades e quando encontrava com um deles (principalmente se fosse da tv), ia logo abraçando, querendo saber de tudo e pedia autógrafos. Por que fazia isto? É que admiro demais o trabalho dos jornalistas.

Levar para a sociedade aquilo que está acontecendo no bairro, cidade, país e mundo é uma tarefa encantadora que exige bastante trabalho e dedicação. Apurar as fontes, ouvir os dois (ou mais) lados, expor os problemas das pessoas e intermediar os conflitos entre a sociedade com o poder público (não juridicamente falando), são atributos que enaltecem a profissão, obtém o prestígio da comunidade e faz com que a imprensa seja considerada o Quarto Poder mais importante, depois dos poderes executivo, legislativo e judiciário.

É uma pena que os grandes empresários donos das emissoras de rádio, jornal, televisão, portais e prestadores de serviços, não valorizam no mesmo porte os seus súditos jornalistas e remuneram mal os préstimos da profissão, oferecendo o salário piso da categoria de R$ 1200 (em SC). Por que um médico, advogado, engenheiro, juiz, entre tantas outras profissões podem ganhar ótimas remunerações, e os jornalistas (fundamentais para a informação da sociedade), não?

Ninguém vive sem informação. Há um péssimo hábito de achar que jornalistas ganham bem ao ser comparado com o piso dos lojistas e professores (outra categoria bem desvalorizada). Toda profissão tem a sua importância, mas é preciso olhar para frente e lutar pelo melhor. Não ganhar nem três salários mínimos por mês (salvo raras exceções de colegas da profissão) e viver para pagar só o básico (ou nem isso) como água, luz, telefone, gasolina, alimentação, iptu, aluguel... não é vida.

Para mudar a realidade, existe os sindicatos que lutam por nós perante os representantes patronais. Mas quem de nós luta pelo sindicato da categoria, comparece nas reuniões e une forças junto aos colegas?

Reclamar do baixo salário de uma profissão TÃO importante e ficar só atrás da mesa do computador colhendo pautas ou na rua cobrindo os problemas dos outros, não vai adiantar. Se quisermos melhorias e fortalecer a profissão, precisamos participar dos encontros do sindicato, opinar, apontar caminhos e oferecer um pouco do nosso corrido horário para ajudar a categoria dos jornalistas.

Participei do encontro do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC), ontem (10), que trata sobre o dissídio coletivo para recuperar as perdas salariais e passar o piso da profissão para R$ 1800. Sabe quantos jornalistas em Criciúma participaram? Só 12... isso mesmo, 12. Muitos foram avisados e poucos compareceram, o que mostra como os próprios jornalistas não se valorizam no quesito de fortalecer a profissão.

Foi perguntado ao presidente do sindicato, Rubens Lunge, se o piso da categoria vai passar para R$ 1800 para valorizar mais a categoria, e sabe qual foi à resposta? Só se os jornalistas quiserem e tiverem dispostos a enfrentar isto. Vamos mostrar a proposta e a classe patronal não vai aceitar.

Qual a ferramenta que temos? A greve. Vocês estão dispostos a parar as atividades de uma redação, deixar a empresa sem faturar por falta de notícia e a população desinformada - com objetivo de chamar atenção para a realidade dos jornalistas e pedir melhores salários? NÃO!

Jornalista cobre greve dos bancários, dos mineiros, dos médicos e de TODOS os setores, mas NUNCA para. Se não há mobilização de greve coletiva em todos os meios, o sindicato não tem ferramentas contra os patronais. E então vai ter que aceitar o reajuste da inflação e um pequeno aumento irrisório no piso da categoria, cuja realidade da profissão com baixos salários não será alterada.

A culpa de tudo isso? Nossa. Quem ganha mais, não se une nas lutas do restante da classe que ganha menos. Os empresários conseguem desmantelar a união dos jornalistas ao pagar mais para um e outro (para afastá-los das reivindicações coletivas), ou até mesmo colocam muito serviço para impossibilitar o comparecimento nestes encontros.

Se não conseguimos encher uma sala de reunião para debater pontos importantes com o Sindicato dos Jornalistas, como vamos ter forças para solicitar melhores salários?

Participar dos encontros do Sindicato dos Jornalistas, é preciso para ajudar a profissão. Como disse o papa João Paulo II (in memorian): Só um sindicato forte é um sindicato eficaz!

Enquanto esta realidade não mudar, continuaremos a cobrir as greves dos outros com acompanhamento da valorização salarial deles, trabalhando (sem nenhum dinheiro no bolso por ter pago só as coisas básicas, ou nem isso) e precisando se contentar em receber um pouco mais de dois salários mínimos, por deixar todos os povos por dentro de tudo o que acontece.

terça-feira, 9 de março de 2010

Strike no Carro?

Alguém explica este vídeo que recebi por e-mail?

Parece até premeditado. Tinha câmeras filmando, o carro passa bem na hora certa (numa rua que não passava mais ninguém) para ser atingido pela bola de demolição do guindaste em New York.

Estranho... muito estranho --'

sexta-feira, 5 de março de 2010

O que as pessoas fazem no Fim de Semana?

Depois de uma semana puxada, a sexta-feira chega com a mesma alegria de quando a água é encontrada no deserto (ps: relevem a ilustração gay na figura ao lado). Considero às sextas-feiras até mais festivas do que o domingo, pois na sexta sabemos que ainda temos todo um final de semana para aproveitar. Já no domingo, a cabeça lembra (principalmente depois da musiquinha do Fantástico) que no dia seguinte começa tudo de novo sem o corpo estar devidamente descansado.

Sabe o meu dilema? Geralmente não sei o que fazer no final de semana. Quando tenho uma festa, formatura, encontro de amigos ou um passeio já agendado, sempre fico feliz, pois sei que a diversão está garantida. Porém, quando não tenho NADA programado bate aquela frustração: O que vou fazer? Ficarei em casa lendo, assistindo filmes, navegando na web... ou vou visitar parentes? Como aproveitar bem o final de semana que não tem nada agendado?

Nesta hora, gostaria de ter uma bola de cristal para adivinhar o que cada amigo, parente e outras pessoas que admiro estão fazendo para se divertir neste período. É claro que aproveitaria isto por dois motivos: me conformaria em ver que elas também estão fazendo nada, ou pegaria alguma sugestão de divertimento (de uma ou outra pessoa) para mim.

Se a minha vida fosse mais fácil e tivesse dinheiro sobrando, é claro que não faltariam opções para aproveitar cada final de semana. Era só encher o tanque do MEU carro (hoje ele pertence ao futuro) e cair na estrada com a galera para passear pelas lindas praias do litoral de SC, ou curtir o frio nos hotéis fazenda da serra catarinense, ou até mesmo pra ir em todas as festas legais e caras agendadas na região.

Como essa vida não é um sonho encantado (e o prêmio da mega sena sai para poucos), preciso me contentar em fazer os planos de me divertir sem gastar muito. Sabe a balada do Eldredon? Foi a que mais frequentei por todos estes anos, o que não significa que deixei de aproveitar o final de semana também. Mesmo na hora do descanso em que eu mergulhava numa leiturinha lá no Eldredon, me perguntava: O que as pessoas estão fazendo neste final de semana? A resposta: Só Deus sabe!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Trabalhos chatos são Sufocantes

A correria diária nos impede de ficar mais tempo com quem nos gostamos.
A correria diária nos impede de ler mais os blogs que curtimos.
A correria diária nos impede de ser feliz fazendo aquilo que queremos.
É, essa vida corrida não é fácil...

Cada profissão tem o seu ônus e bônus, com a parte chata e boa para trabalhar.

Nesta semana estou assim, trabalhando com a parte chata (diagramação) que não suporto. Não tenho muita criatividade para estas coisas, então meus modelos de páginas ficam sem graças e nada atrativos.

A ferramenta de trabalho é outra negação. Uso o CorelDraw para diagramar, mas como não sei nada sobre aquilo, os efeitos que quero fazer não acontecem. As alterações em textos, legendas e fundos NUNCA ficam como eu quero e o sangue vai subindo pela minha cabeça (e me irrito).

Bom seria se a gente pudesse escolher só aquilo que quer trabalhar, mas são poucos os que têm este privilégio. Todo jornalista não gosta de cobrir alguma editoria nas pautas. Todo médico não gosta de certo perfil de paciente. Todo advogado não gosta de trabalhar com um tipo específico de causa. Todo professor não gosta de fechar médias e dar aulas na recuperação. Todo estagiário não gosta de ser "pau pra TODA obra" e todo lojista não gosta do cliente que chega à loja "só para dar uma olhadinha".

Não importa a profissão, sempre haverá uma parte dela que não é legal de se fazer, mas que a função exige. No meu caso, AMO trabalhar com assessoria de imprensa, mas não gosto nada de diagramar os jornais internos para os clientes. Mas estes são os ócios do ofício e dali vem o meu salário, então como é que fica?

Cabe a mim e a cada um de nós fazer o ônus que nos compete na função para colher o bônus depois. É claro que este período de fazer aquilo que não gostamos, é mais chato e demora mais tempo para passar. Entretanto, é preciso aguentar firme para concluir estas tarefas e voltar a fazer aquilo que mais gostamos da nossa profissão.

Pena que as fases turbulentas são carregadas de stress e dores de cabeça. Porém, uma hora essa fase chata vai passar e tudo volta para o lugar. A droga é que estas fases chatas sempre voltam (de um jeito ou de outro) e então a paz vai lá pro saco. Vida complicada esta, viu?

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