terça-feira, 16 de março de 2010

Fugas... de que adianta?

Já contei como sou fã do Paulo Gaefke? Talvez não, mas deu para perceber quando postei três textos dele (aqui 1, aqui 2 e aqui 3) todos devidamente creditados e que nos levam a reflexão. Recebo vários e-mails diariamente e - entre aquele bolo de mensagens - encontro algumas coisas interessantes que dá para levar como um ensinamento de vida.

Naquele instante conturbado em que você está cansado de tanta mediocridade que há nesta vida, hipocrisia, falsidade, pressão e cobranças... as mensagens de Gaefke chegam como um alívio na caixa de entrada, que te faz fugir um pouco da realidade cansativa e chata para um mundo de sonhos, respeito, integridade e felicidade.

Hoje ele aborda a questão das fugas do ser humano, onde cada um tapa o sol com a peneira na desculpa que vai viver melhor. Infelizmente o vazio existencial de muitos não é preenchido com estas "melhores escolhas" e a mensagem a seguir mostra isto.


Muita gente anda vivendo por viver,
parece que andam fugindo de si mesmas,
com medo de encararem a realidade.

Que adianta o apartamento enorme se a alma está vazia,
que adianta o carro luxuoso se o medo te acompanha?

Que adianta o celular último tipo se quem você quer não te liga,
que adianta a promoção se o emprego não te traz satisfação?

Que adianta o namoro de anos se não existe mais alegria,
pra que esse casamento de fachada,
se você já sabe de todas as traições?

Que adianta essa oração na hora do desespero,
se Deus esteve sempre presente e você nunca o procurou?

De que adianta essa cara fechada,
se nós não temos nada a ver com seus problemas?
que adianta chutar o cachorro,

se ele nem te conhece e você vai continuar doente?

Que adianta o remédio para pressão, se você continua fumando,
que adianta o conselho, se você continua agindo a sua maneira,
que adianta o guia, se você está cego?

Que adianta o choro, se o amor acabou,
que adianta a comida, se a fome passou,
pra quê o calmante, se ele não te acalma,
que adianta gastar tanto no casamento que já nasce cheio de dúvidas,
e o pior, cheio de dívidas?

Melhor seria viver simplesmente a vida e toda a sua beleza,
estudar por prazer, trabalhar no que gosta, mesmo ganhando menos,
ficar só e ter a melhor companhia, porque antes só do que mal acompanhado.

Viver em um casebre limpo e arejado onde todos se falam,
se beijam e se abraçam, onde uma casa vira lar.

Melhor andar a pé que morrer de nervoso ao volante no trânsito,
e para ser mais feliz, melhor é amar com simplicidade,
as pessoas, os animais, a natureza, tudo sem frescura,
não ter vergonha de abraçar e demonstrar o seu amor,
como crianças que abraçam às árvores com ingenuidade,
que conversam com as plantas, com seus cachorrinhos,
e que ouvem as respostas que nós, adultos tão esclarecidos, não conseguimos ouvir,
e por isso estamos morrendo, cada dia um pouco, lentamente na tristeza que nos consome,
no vazio de querer sempre mais daquilo que nem sabemos o que é.

Pare, pense e mude.

Ainda dá tempo de ser simplesmente feliz, e só depende de você.
A partir de quando? Que tal... hoje!
______________
Sincero, sábio e questionador... por isso que admiro autores como Gaefke que nos levam a pensar.

2 comentários:

  1. Engraçado. Eu e o @macacosapiens estamos discutindo extamente como fugir desse vazio existencial q todo ser humano tem.
    Mas, claro, de forma bem menos poética...

    ResponderExcluir
  2. Fugir da mesmice é sempre melhor do que fugir de si mesmo. Até porque quem foge de si mesmo corre em círculos e no final vai sentir falta de alguma coisa. Ou não, talvez estará tão anestesiado que já tenha se perdido completamente. Uma boa leitura pra hoje.

    ResponderExcluir

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