sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

E tem gente que não gosta de cachorros...

O video "óinnnnn que lindo" desta sexta, vem do grupo Celebi Grubu que não é do Brasil. Dá uma olhada no sorriso da criança com o animal, e me diz se tem como não amar estes cães especiais?


E tem gente que não gosta de cachorros... tsc tsc

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Razão x Emoção: Uma histórica briga de gigantes

Permita-me resumir uma história famosa que conhecemos desde criança: Adão e Eva. Deus, quando criou o mundo, achou uma experiência fantástica demais para ficar desabitado. Por fim, decidiu dar Vida e criou Adão para usufruir da sua riqueza. Vendo que faltava algo para completar este homem, Deus tirou um pedaço da costela para criar Eva.

Ambos viviam bem felizes no paraíso que não conhecia existência do pecado. Disse Deus: "Vocês podem usufruir de tudo que temos aqui, menos comer daquele fruto proibido". Um dia o casal encontrou com a serpente que falou das maravilhas de comer o fruto proibido. Eva não resistiu, colheu a maçã e ofereceu para Adão. Furioso, Deus os expulsou do paraíso e fez a serpente rastejar pelo resto da vida. O resto vocês sabem.

O que Adão e Eva tem haver com a postagem de hoje? Tudo! Se historicamente eles foram os primeiros carregar vida com DNA dentro de si, então todos nós temos uma descendência deles e até hoje sofremos as consequências pela história do fruto proibido. Como assim? Vejamos: O que era o certo pra viver tranquilamente no paraíso? Não comer do fruto proibido = Razão. E o que o casal fez? Saciaram a curiosidade e comeram este fruto = Emoção.

Minha comparação é simbólica, visto que muita gente nem acredita nesta história e o que falo nunca foi comprovado cientificamente. Mas desde este episódio, o ser humano nasceu predestinado a dominar um duelo de gigantes que luta dentro de si: Razão x Emoção.

Quando o pai diz: não brinca com fogo que você vai se queimar (razão), a criança brinca com vela e se queima (emoção). Os professores repetem na sala de aula: não deixem para estudar depois senão vai faltar nota pro final do ano (razão). O aluno brinca, sai, namora e chega no final do ano passando aperto para não ser reprovado (emoção). Os economistas recomendam: gaste apenas 80% do seu salário e deixe 20% guardado pra emergência (razão). O que fazemos? Gastamos 150%, financiamos o resto, vira uma bola de neve e quando surge algum imprevisto, não tem grana (emoção).

O nosso coração não foge disso. Quantas vezes embarcamos num relacionamento sem futuro sabendo que vamos quebrar a cara? Não há compatibilidade ou não há amor, mas a carência atual insiste em dizer que precisamos de alguém. E quem não precisa? Quem não gosta de carinho, "mimimi", presentes e momentos agradáveis? Na área de relacionamentos, a carência é o motor que dá forças para emoção. Com ele ligado, a razão fica frágil e sem forças para coibir o ser humano de seguir adiante ao som das batucadas emocionais que o coração produz.

No início tudo é bom, para não dizer mil maravilhas. O casal tomado pela emoção se diverte e aproveita o que tem direito. Mas o tempo passa, a rotina cansa e a diferença entre ambos começa ficar mais acentuada. Ela achava que iria mudar ele tirando as manias grotescas que a emoção inicial do namoro tentava amenizar. Ele não mudou.

Ele pensava que ela sempre iria tolerar as bebidas, as saídas com os amigos no final de semana e a tampa do vaso sanitário em pé. Ela mudou e as manias, antes bobinhas e toleráveis, são motivos de brigas intermináveis dentro de casa.

Esta briga entre razão x emoção não tem e nunca terá fim. Vem desde o princípio e só acaba se a humanidade deixar de existir. No caso dos relacionamentos, quando a razão apita que o casal é incompatível e que vai dar problemas lá no futuro, a emoção quer mergulhar neste poço sem fim para colocar sentimentos a flor da pele e confrontar com que seu rival diz.

A emoção é gostosa e (quase sempre) convence o ser humano de ir pelo seu caminho. É uma pena que ela não aguenta o pique e entrega a vitória para razão de mão beijada. Nesta hora o coração partido se desmancha e sangra por dentro pela emoção ter falhado. Mas ele é fiel e vai embarcar na próxima aventura que ela disparar contra a razão.

Se a emoção conta com o coração ao seu lado, a razão é aliada da verdade. A postagem de hoje surgiu em uma conversa com os amigos do Twitter sobre a importância da verdade e de ser verdadeiro com os outros. Vou reproduzir alguns trechos pra vocês.

@lipecasagrande: Ultimamente tenho achado as pessoas mais verdadeiras no Twitter e no Blog. Pq na vida real, olha... tá difícil.
@judacoregio:  acho que sou verdadeira até demais. Pode prejudicar, pode ajudar, depende do ponto de vista.
@lipecasagrande: eu prefiro gente assim. O prejudicial de uma pessoa verdadeira é muito menor do que uma pessoa falsa.
@judacoregio: claro que às vezes a gente perde mto por ser verdadeiro. Talvez por concluir inconscientemente q os outros tbm serão. Outro problema é q esperam q sigamos apenas um padrão, e qdo se é verdadeiro isso é impossível. Ninguém é uma coisa só... aí nos julgam volúveis, confusos, até falsos, às vezes. Pelo menos eu passo por isso.
@lipecasagrande: te entendo. É que, às vezes, uma pessoa verdadeira deixa os sentimentos extrapolarem a flor da pele, oq reflete nas ações. Eu busco sempre ser verdadeiro, mas deixo a razão falar mais alto que a emoção. É uma luta e nada fácil de combater, mas tento.
@iuricardoso: tipo, sempre que eu me apaixono por qualquer coisa (algo ou alguém), eu sempre penso: vixi, vai dar merda! =P
@_clazanetti: ah como eu ti entendo, emoção x razão.
@judacoregio: mas c/ razão mais forte q emoção a vida seria bastante mecânica.
@iuricardoso: não acho que seria mecânica. Acho que seria o ideal. Eu consigo ter emoções, mesmo sendo racional. Acontece que muitas vezes a paixão vira uma obsessão. Tipo, foge do controle e isso não me faz bem.

O nosso debate terminou sem fórmulas mágicas que façam a razão vencer a emoção, porque elas não existem. É uma luta diária que exige muito esforço e concentração. Não quero dizer que tudo provido da emoção é algo ruim, só não devemos deixar ela dominar quem deve estar no controle da nossa vivência: a Razão.

Se hoje a humanidade está num caminho sem rumo, tropeçando nas próprias pernas e perdendo a linha do horizonte é por causa do erro cometido lá no passado. É aquela coisa: se a razão fosse mais forte que a emoção, não teríamos 80% dos problemas. Jorge e Mateus também enfrentaram essa briga de gigantes na canção "Inventor dos Amores" com Gustavo Lima.


Eu já não sei mais o que faço com meu coração
Eu não tenho mais o controle da situação
Todo caminho que eu sigo me leva a você
E quanto mais tento fugir, eu me aproximo mais
Não tem mais jeito, já se foi, razão ficou pra trás
Eu já não sigo meus instintos, medo de sofrer

E se eu me entregar, será que vai rolar?
Sou um doente, apaixonado, e ela tem razão
Se for pra ser assim, eu vou cuidar de mim
Eu penso em desistir, e ela diz que não

Meu coração apaixonado, atormentado, em dores
Procura entre os outros, o inventor dos amores
Espero que essa paixão nunca me deixe mal
Eu quero te amar e também quero ser amado
Desejo ser o seu amor, e não o seu escravo
Espero que essa paixão não tenha ponto final
Se não, Adeus tchau tchau!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Anão também dirige

Cada dia que passa, eu percebo como nada é impossível nessa vida. O email que recebi mostra uma ideia brilhante da Volkswagen com carros adaptados pro tamanho das pessoas. Quem foi que disse que anão não pode dirigir?





O problema vai ser quando um caminhão não ver ele de noite no trânsito =/

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Madrugada de feridas

Para quem sofre de insônia como eu, sabe do poder que tem as madrugadas. Já notaram como ela é instigante e, ao mesmo tempo, devastadora?  Se não perceberam, é melhor começar a perceber. Começamos pelos hospitais. É geralmente nas madrugadas que uma pessoa deitada em um leito de UTI costuma repousar para sempre.

É nas madrugadas que o portador da síndrome do pânico, depressivo ou hipocondríaco mergulha nos remédios rivotril, diazepam, fluoxetina, paroxetina, clonazepam, etc para aliviar uma dor que está instalada na alma. Na madrugada, casais brigam e se amam na cama. Solteiros fazem festa regada de bebida, mulheres e drogas para aliviar um vazio interior.

Motéis ganham movimento, ladrões resolvem agir, as pessoas ficam mais bonitas e sociáveis em qualquer ocasião. Crianças não fazem barulho e o silêncio se transforma em propulsor para o pensamento levantar inúmeras ideias e planejamento de vida. É desta forma que as madrugadas se comportam depois de se apresentar calma e sedutora para nós.

Todo ser humano carrega segredos dentro de si. Pensamentos que jamais foram revelados, nem mesmo ao melhor amigo. A vida é feita de acertos ou fracassos em uma série de caminhos para serem escolhidos. Nesta trajetória, muitos possuem uma ferida na alma que dói e torce para ficar sempre cicatrizada. A madrugada também sabe disso e insiste em abrir feridas que custam a cicatrizar. Quantos pensamentos perturbadores carregamos com o questionamento: "e se eu tivesse feito diferente", "e se eu escolhesse aquela opção", E SE...
No meu caso, carrego frustrações que viraram fantasmas para me assombrar em todas as noites. Segredos que carrego comigo com muitos questionamentos e que, mais cedo ou tarde, vou ter que dar um destino para resolvê-los de uma vez por todas. Sabe aquelas pendências na vida que vamos deixando pra depois? Tenho uma triste notícia: elas acumulam e toda madrugada faz questão de nos cobrar, ainda com juros. Ah, madrugada... por que és tão doce e ao mesmo tempo tão venenosa? Vou tentar dormir antes que você me provoque mais.


Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar...

(Pitty - Na sua estante)

domingo, 16 de janeiro de 2011

E começa mais um ano...

Que saudadesss de escrever sem medo de ser feliz neste espaço. Minha última postagem foi no final do ano passado, há 17 dias, mas parece que faz uma eternidade que eu não apareço por aqui. Como está esse início de 2011 pra vocês? Espero que esteja bom, pois o meu foi de muito descanso e diversão nestes 15 dias de férias do serviço. Aproveitei o máximo da vida lá fora, longe do computador. E o Twitter? Só atualizei por mobile web (internet no celular em inglês).

Voltei sem vontade de voltar, sabe? O mundo virtual é bom, mas o mundo da vida real - quando bem aproveitado - é muito melhor. E durante as férias, eu fiquei quatro dias numa casa com seis mulheres na grande Florianópolis. Ou seja, aproveitei né? Não, não pensem em orgia, sexo e coisas OCAS. Foi tudo muito bem comportado, ungido e só fiquei com uma delas. Se tiver vontade de escrever, farei uma postagem contando como foi ficar uns dias neste paraíso.

Sabe o mais legal de voltar pro blog? É ver que na minha ausência, continuei recebendo visitas. Foi uma média de 60 visitas diárias e ganhei TRÊS novos amigos seguidores do blog. O que acho muito bom, pois fiquei todo esse tempo sem escrever nada. O triste é voltar e ver uma
enxurrada de notícias trágicas da região serrana do Rio de Janeiro. Que tragédia é aquela, gente? Eu aqui me divertindo, enquanto o mundo acabava para mais de 600 pessoas.

Senti-me um pouco culpado de ser feliz, e deixei uma lágrima escorrer pelo meu rosto quando assisti aquelas reportagens com pessoas perdendo tudo e outras precisando recomeçar do zero. Por que o mundo não é bom para todos? É por isso que rezo e mantenho minha fé, pra pedir distância destas coisas trágicas ou muita força caso alguma coisa do gênero venha acontecer comigo ou com as pessoas que amo.

Era isso, vamos que vamos porque a semana está só começando e chega com muito trabalho. E pensar que, enquanto trabalhamos, outras pessoas deitam numa praia qualquer e curtem suas férias em dias quentes e ensolarados. Dá nada, vamos ser felizes com aquilo que temos. Trabalhando honestamente, pagamos os nossos impostos e, desta forma, o governo obtém fonte de renda para poder ajudar aquelas famílias que perderam tudo o que tinham por culpa das águas de Janeiro.

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