quinta-feira, 28 de julho de 2011

Uma geração de carentes

Ilustres visitantes deste blog. Já notaram como estamos vivendo numa geração de carentes? A cada segundo, milhares de pessoas mendigam por carinho e atenção no mundo real e, principalmente, no virtual. Queremos ser mimados e nascemos para ser amados. Todavia, se o mundo real não tem oferecido este desejo numa proporção que esperamos, o mundo virtual tem proporcionado excelentes momentos de carinho artificial.

Digo artificial porque não há contato físico, mas isso não o torna insignificante. É bom saber que do outro lado do monitor tem alguém que se importa e curte a gente. Separei algumas postagens dos usuários para ilustrar as diferentes maneiras de pedir amor, carinho e atenção nestas ungidas redes sociais. Vamos acompanhar.

Há os carentes por atenção para ganhar algum prêmio...


Há os carentes que buscam ser amados em novos espaços...





Há os carentes que precisam de algum(a) companheiro(a)





E há aqueles que querem apenas carinho como um todo...







Vivemos em busca de carinho das pessoas que amamos. Na falta delas, a internet veio para nos aproximar de estranhos e criar ali certa afinidade. Ela agiliza os contatos, agrupa os interesses coletivos e dá destaque para as pessoas com afinidades semelhantes as nossas. Neste local encontramos outras pessoas dispostas a compartilhar sua vida em troca de carinho e atenção para espantar a solidão.

Foi sempre assim. Éramos um bebezinho dentro da barriga da mãe e já clamávamos por mais amor neste mundo. Observe quantos bebês chutam forte a barriga da mãe e só param quando ela conversa com ele. Todos precisam de atenção. Quando nascemos sujos e cobertos de sangue, choramos até alguém nos limpar e colocar no colo de uma pessoa que nos faça sentir seguro.

O problema é que este mundo agressivo nos força ser individualista e a esquecer deste gesto tão bom. As tarefas são exigentes e, para se dar bem por aqui, precisamos vestir nossas armaduras e mostrar que somos pessoas fortes. O objetivo disso é alcançar o êxito pessoal e financeiro nesta vida de extrema competitividade. O que era para ser um “mar de rosas” deixa as pessoas angustiadas, depressivas e mergulhadas nos remédios. 

Não é feio pedir amor e carinho. A questão é não deixar se iludir demais com o mundo virtual, a ponto de beber e implorar por atenção na internet igual fez o José Rossoni, de Rondônia, que ficou famoso com o vídeo abaixo.


Ninguém me “Tucuta” no Facebook #mimimi

Há limites, né gente? Por favor. Quando estiverem muito carentes - tanto no mundo real e virtual - vão lá bater um papo com o Robô ED. Ou façam que nem eu fiz nesta ungida postagem.


Carência virtual: Trabalhamos!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Acabar com a própria vida não é o fim do sofrimento

A segunda começou com minha tia participando do sepultamento de uma amiga que estava no seleto grupo de suas melhores. Com corda na mão e uma mente que nós não sabemos o que se passava (nem podemos julgar), ela interrompeu o ciclo da própria vida na tarde de domingo. O gesto “terminou” com o sofrimento de uma pessoa, mas abriu as portas para o sofrimento de muitas outras que gostavam dela. Principalmente os dois filhos que ficaram. Uma jovem de 15 anos e uma criança de três.

Jornais nunca noticiam estes casos por questão de ética, respeito aos familiares e para não incentivar quem está com mente fraca a cometer tal absurdo. Nós também não devemos julgar o que leva uma pessoa praticar esse atentado contra sua vida. Mas não sejamos hipócritas. Todos nós refletimos quando sabemos de casos deste gênero. O nosso julgamento mental é inevitável e se for certo ou não, somente Deus poderá responder. Cada um cria uma tese e guarda para si, em sinal de respeito pela dor da família.

Não sou pai, não tenho esposa, moro com meus pais e irmão, e amo todos de paixão. Eu me imagino no lugar da criança que tem a infância destruída por desistência da parte de um dos pais, sabe? Eu, hoje, não conseguiria atravessar meus desafios sem o apoio dos meus pais. Quem dirá no auge da minha adolescência ou infância. Dizem que em primeiro lugar devemos ter o amor próprio. Mas e o amor daqueles que amam e depende da gente, não conta? Que direito eu tenho de acabar com meu sofrimento para começar o dos outros?

Antes que alguém venha dizer que estou me metendo onde não devo e nem fui chamado, saiba que não estou citando nomes para preservar as pessoas. Portanto, posso falar tranquilamente sobre o assunto e manifestar meu ponto de vista. Cada ser humano carrega uma história de vida única. As dores físicas e psicológicas são pessoais e intransferíveis. Por maior tempestade e desespero que alguém esteja enfrentando, eu não consigo imaginar que quem acaba com tudo (de forma artificial) não pensa naqueles que ficam.

Há algumas semanas, uma jovem médica - amiga da minha prima - enterrou sua mãe que foi vítima do câncer. Ela lutou e fez todas as cirurgias possíveis, mas como já estava espalhado pelo corpo... partiu com pouco mais de 50 anos. Lá estava uma família de luto, desesperados com a ausência que fica, mas orgulhosos porque ela fez tudo que podia para continuar vivendo. Agora volto para estas duas crianças órfãs de mãe. Como ficam?

Quem vai prepará-las para enfrentar esse mundo rebelde, interesseiro e feroz? Quem vai fazer carinho e aconselhar nos momentos de maior fraqueza? Quem vai responder suas dúvidas e dar coragem para que enfrentem o mundo de cabeça erguida? O pai? Sinto muito, mas carinho de mãe e pai são insubstituíveis. Um complementa o outro, nunca substitui. Tem horas que eu não entendo certas coisas da vida e nem a decisão de algumas pessoas, então me vejo obrigado descarregar o que penso e sinto neste blog. Até porque o blog é meu, então eu posso.

Muitos pais sacrificam sua vida para dar o melhor aos filhos. Muitos filhos já desistiram de algumas escolhas para não magoar os pais. O amor próprio deve, sim, vir em primeiro lugar. Todavia, isso não lhe dá o direito de acabar com a felicidade dos outros. Principalmente de quem mais te ama. Se por ventura, alguém muito triste e desiludido da vida estiver lendo este texto que achou na internet: pense, reflita e ignore qualquer ideia de suicídio. Há sempre alguém que te ama, precisa de você e quer te ver feliz. Seja no plano físico ou espiritual.

Nestes momentos complicados, lembre-se: "A tempestade vai passar".


Tribulações vencerei. As aflições superarei...

domingo, 24 de julho de 2011

Satélite de bosta

Está lá na Super Interessante:

Satélite da ONU será movido a cocô


O satélite, que custou US$ 5 milhões e pertence à Unesco (entidade da ONU dedicada à ciência), vai testar um sistema que transforma fezes humanas em combustível. Os excrementos serão digeridos por bactérias que produzem hidrogênio. O lançamento está previsto para o primeiro semestre.

Que merda, hein?
Agora me deem licença que vou ali abastecer o satélite da ONU e já volto =*

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Trolando a Maria Gasolina

Todo homem já cruzou no caminho com uma Maria Gasolina. Típica mulher interesseira que só quer saber quantos dinheiros ele tem no banco e o carro que anda. Alguns dispensam mulheres deste tipo, e outros são dispensados por não atenderem os requisitos básicos de riqueza almejada por elas. Os contos de fadas diziam que as mulheres esperavam pelo seu príncipe encantado montado num cavalo branco. A realidade é um pouco diferente: elas trocam o cavalo por um Porsche, Ferrari, etc.

Chegou a hora de dar o troco. Final de semana já está na porta e os celulares destas Marias estão bombando de ligações combinando para onde ir no final de semana. Veja com detalhes como trolar uma destas mulheres.

- Alô, é a Maria?
- Sim, quem fala?
- Oi Maria, é o Jorge. Tais afim de ir numa festa nesse final de semana?
- Ain, não sei. Vais como?
- De carro
- Qual carro?
- Um Fiat Uno, por quê?
- Nada, só pra saber mesmo. Vou pensar e qualquer coisa te ligo. Beijos
...

-  Oi, é a Maria?
- Ela sim, quem é?
- É o Fábio. Conheci você no bar da faculdade, lembra?
- Ah, sim. Oi Fábio!
- Então, vai rolar um churrasco na casa dos amigos. Tais a fim de ir comigo?
- Hum, bacana. Vou ver aqui e te aviso, vais como lá?
- De carro, eu passo ai e te busco.
- Sim, qual é o carro?
- Um Corsa, por quê?
- Nada, só pra saber hehe. Qualquer coisa te chamo, beijos!
...

- Oi Maria
- Oi, quem é?
- Sou eu, Roberto. Tudo bom?
- Roberto... não lembro de você.
- Nos conhecemos pela internet e eu fiquei de ligar pra você. Lembrou?
- Ahhh sim, Roberto. Que vergonha, tinha me esquecido. Tudo bem?
- Tudo sim. Tais afim de dar uma volta no shopping? Pegar um cinema, sei lá.
- Nem sei o que faço hoje. Vais como pra lá?
- De BMW, vamos? Passo na tua casa e vamos juntos.
- BMW? Simmmmmm! Vou tomar banho e já fico pronta. Estou te esperando :)

(uma hora depois)

- Mariaaaaa, já estou aqui. Vamos?
- Ai meu Deus, ele chegou. Calma já estou descendo... o.O


Problemas, Maria?


BEM FEITO! ahauhuhahuauha

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sinceridade na medida

Gennnnnnnnnte abandonei o meu blog, mas saibam que não esqueci de vocês meus amigos blogueiros e visitantes. Eu sumi apenas para acumular saudades (conta outra Filipe). Seguinte, eu desapareci porque descobri uma nova rede social chamada Google Plus e estou fascinado. Não no sentido de ser diferente do Twitter ou Facebook da vida.

Fascinado por quase não ter conhecidos lá dentro e interagir 98% com gente estranha que nunca vi na vida. E essa alta interatividade me empolga e fascina. Vou aproveitar esse bom momento para continuar brincando por lá (já que todos me abandonaram no Facebook e Twitter, #mimimi) antes que apareça mais amigos, conhecidos e eu precise fiscalizar minha língua (ops, o que digito).

Por falar em Google+ (ou Plus), a postagem de hoje aparece graças a uma frase que li naquela rede. Olha o que disse uma companheira virtual que me fez refletir bastante.


Bela frase, concordam?

Vou contar, resumidamente, um caso com relação esta frase sem dar nomes aos bois e nem revelar imagens das pessoas. Não sei se é verídico, mas ouvi de um amigo e agora revelo como foi a situação para vocês.

O casal se arruma antes de ir para uma festa, até que a mulher comenta com o namorado: "Estou me achando mais gorda com essa roupa..."

"CONCORDO", respondeu ele.


Aqui temos (mais ou menos) uma ilustração do resultado


É claro que resumi muito e nem sei a veracidade dessa história, muito menos como foi na íntegra o diálogo daquela ocasião. Só sei que a briga surgiu por conta de um sincero comentário e, pelo visto, foi bem feia. Por isso volto para frase da Débbie e complemento: Sinceridade é tudo de bom, mas tudo que é demais cansa. Exceto saúde e dinheiro.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Como usar corretamente o elevador?

Gente, um dos problemas sérios que enfrento sempre aqui no trabalho é com o elevador. Por ser um prédio comercial com circulação de muita gente, parece que algumas pessoas não sabem embarcar e nem se comportar neste simples equipamento de locomoção entre os andares.

Por isso resolvi fazer essa postagem justamente para ajudar quem é da selva, bicho do mato ou apenas morador do interior que nunca embarcou num elevador. Se você está incluso no grupo ou usa este espaço pensando estar no seu quarto, anote estas dicas para não fazer feio quando for visitar qualquer prédio moderno e civilizado.

1 - "Cheguei no prédio que tem elevador. E agora?" Calma, não fique nervoso(a). Você vai encontrar os botões para chamá-lo, bem ao lado do elevador. Parecido com este na foto.


"MEU DEUS, TEM DOIS BOTÕES... O QUE EU FAÇO?"

Calma, muita calma nessa hora. O que você pretende fazer neste prédio? Se precisar subir (pra cima, só para deixar bem claro) você vai apertar no botão que tem a flechinha para CIMA. Se precisar descer (pra baixo, só para esclarecer) você vai apertar o botão com a flecha para BAIXO. 

Obs: NADA DE APERTAR OS DOIS BOTÕES PRO ELEVADOR CHEGAR MAIS RÁPIDO, ok? O botão é simples e o comando é fácil. Você vai descer ou subir, certo? A não ser que tu sejas o Espírito Santo e consiga ir para dois lugares ao mesmo tempo.

Alguns prédios possuem apenas um botão para chamar o elevador, então não tem segredo. Aperte somente UMA VEZ e aguarde o elevador chegar. "Posso apertar mais de seis vezes o botão para apressar o elevador?" Não, não pode. No máximo que você vai conseguir é estragar o equipamento e encarecer o condomínio dos proprietários do local. Mas você não vai querer fazer isto, vai? Não seja um capeta!

2 - "Embarquei no elevador, e agora?". Agora você vai apertar no botão que fica ao lado do andar que você deseja ir. Semelhante este da foto.

  
"Posso apertar todos os botões para ver qual andar o elevador está?"

Não, não pode! Você deve apertar apenas o botão do SEU andar desejado. Não precisa apertar todos, pois o elevador vai te deixar naquele local que você escolheu. A maioria possui um painel eletrônico que indica o número do andar que você está passando. Basta acompanhar com paciência e esperar o seu andar chegar.

3 - "Tenho pressa. Posso ficar pulando no elevador para ele descer mais rápido?". NUNCA, jamais!


Se você pular no elevador, além de assustar quem estiver presente, vai forçar o cabo de sustentação do equipamento. Caso tiveres o peso da Geisy Arruda, este cabo pode arrebentar e fazer com que o elevador despenque. "Então chegarei mais rápido ao meu destino?". Se esse destino for o céu ou inferno, digamos que sim.

"Obrigado, Filipe. Agora já sei como andar de elevador quando for para cidade". De nada, mas antes anote mais estas dicas de bons modos.

4 - Elevador não é motel. Então nunca use este ambiente ungido para fornicação. 

5 - Jamais solte um pum dentro do elevador. Não esqueça que ele é um ambiente fechado, sem janelas e outras pessoas vão embarcar. Trancar seu peido no espaço de locomoção obrigatória de outras pessoas, é quase um assassinato. "Ah, mas se eu tiver dor de barriga?". Segure até você sair daquele espaço ou vá de escada.

6 - Para terminar: Gentileza gera gentileza. Seja educado com quem embarca no elevador e não xingue a pessoa só porque ela atrasou sua viagem. Também não precisa ser educado demais e abrir sua vida para ela, mas dizer bom dia, boa tarde ou boa noite sempre será bem vindo em qualquer lugar do mundo. 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Escravo da maldade

Sempre gostei de conversar com idosos. Acho uma geração linda, que não liga mais para vaidade e com muitas histórias pra contar. E por falar em histórias, a nova sensação da web é a Vovó Bel. Ela desabafou em forma de música uma triste história com o escravo da maldade. Vejamos


E você achando que essa cara de sofrimento era só marca da idade... Oremos!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Frio de congelar o pensamento

Olá meus cinco leitores, sentiram saudades minhas? (NÃO). Eu já sabia, mesmo assim faço questão de aparecer para dizer que estou vivo e mostrar ao Blogspot que ainda cuido dessa bagaça (Todos comemora!... ou apenas eu). Seguinte povo: aqui no sul do Brasil, mais precisadamente em Criciúma (onde moro) está tão frio que até congelou meu pensamento. Estou sem pauta e ideias para escrever, por isso desapareci por quase uma semana. Também evitei escrever muito para não congelar as mãos, espia só como está Santa Catarina.


Pensa que eu reclamo disso tudo? Claro que não, pois AMO O FRIO. Como é gostoso dormir cheio de cobertores, pijama comprido e aquecedores. "Ah, Filipe, mas tu não falaste que amas o frio?". Sim, veja bem. Eu amo o frio, mas não curto passar frio entende? Gosto do frio porque posso me proteger dele. Basta sair de casa com três camisetas de manga longa, mais moletom, jaqueta, luva, gorro e meias de lã que está tudo certo. Ao contrário do calor, que você acorda suando naquele tempo seco de 45 graus.



Isso sim é terrível, não há roupa que te refresque e nem desodorante que aguente. Todo mundo fica suando igual um porco (porco sua?) e a pele da gente fica parecendo uma graxa. O calor é ótimo só para quem vive na praia, pra tomar uma cerveja gelada com os amigos e depois se jogar numa piscina ou mar. Já para quem fica na cidade trabalhando... terrível. Porém, mesmo gostando muito do frio, confesso que neste inverno São Pedro está apelando. E essa é a opinião da galera também...




Sim, continuo achando o inverno maravilhoso. Só que esse frio está tão intenso que até nossa cachorra resolveu ir para baixo dos cobertores hehehe...


Lilica pronta para dormir: já faz parte da família


Obs: Antes que alguém diga a famosa frase "troque seu cachorro por uma criança pobre", já aviso que aqui em casa não temos condições de criar uma nova criança e costumamos doar agasalhos aos mais necessitados. Algumas pessoas, ao invés de reclamar dos outros, deveriam elas mesmas adotar uma criança pobre na prática. Bom inverno para todos!

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