quinta-feira, 31 de maio de 2012

Muito bonito, mas não faz sentido

Ele: Boa noite, pequena.
Ela: Boa noite.
Silêncio.
Ele: Já dormiu?
Ela: To quase. Porquê?
Ele: Nada.
Silêncio de novo.
Ele: Pequena?
Ela: Fala.
Ele: Você sabia que você foi a melhor coisa que já me aconteceu?
Ela: Ah, obrigada.
Silêncio de novo.
Ele: Ainda tá acordada?
Ela: TÔ, CARALHO. FALA LOGO.
Ele: Nada não, esqueci.
Ela: PORRA, ALÉM DE NÃO DEIXAR A GENTE DORMIR, AINDA É POR BESTEIRA. BOA NOITE.

Ela dorme e ele começa a rabiscar algumas palavras em um pedaço de papel enquanto uma lágrima escorre de seu rosto. Ela acorda, vê o lado da cama vazio e um bilhete, parcialmente molhado:

"Bom dia, meu anjo. Dormiu bem? Espero que sim. Peço desculpas por ontem à noite, mas eu precisava ouvir sua voz antes de dormir. E hoje saí logo cedo, pra uma última caminhada no parque. Lembra que eu disse que fui ao médico há 6 anos, antes de nos conhecermos e ele diagnosticou câncer de laringe? Então, era verdade. Mas o que não te disse é que ele disse que eu tinha 6 anos de vida apenas. E lembra semana passada quando eu fui ao médico, tossindo muito? Ele disse que eu não passaria por essa noite. E lembra que você acordou várias vezes a semana toda comigo tossindo e cuspindo sangue? Pois é. Era meu corpo avisando que eu tava no fim. Mas não queria te assustar. Antes de eu partir, espalhei pela casa algumas surpresas. Quero que tire o dia para encontrá-las. Te amo, meu amor. Para sempre".

Com lágrimas nos olhos, ela desce a escada, que estava coberta de margaridas, sua flor favorita. Chegando à sala, um filhote de cachorro com um lacinho no pescoço dormia no sofá. Havia um bilhete: "Sempre quisemos um filho, se lembra? Aqui está.". Ela fez carinho nele e foi à cozinha, chorando. Uma mesa de café da manhã montada: pães, patês, geléias, sucos, frutas, café... E uma foto dele na outra ponta da mesa, onde costumava se sentar. Um bilhete: "Tome um café comigo". Depois de uma farta refeição, ela caminhou para o jardim. No banco onde costumavam se sentar e ver o pôr do sol, uma caixinha. Dentro, uma aliança com os dizeres "Sempre seu".
_______

Se alguém chorou com esse conto cujo autor não foi revelado, pode ir secando as lágrimas para ler o que vou dizer. Olha... BELA BOSTA! Texto muito bonitinho, de amor fofinho, mas completamente sem lógica. Como é que o cara abandona sua esposa ou namorada, sei lá, para morrer longe dela? Quem vai enterrá-lo? Sentindo que iria morrer deu tempo para ele fazer inúmeras surpresas antes da garota acordar, e depois partir para falecer sabe-se lá onde. No quintal? Hospital? Casa dos pais?

Realmente não tem lógica. Textos semelhantes circulam todos os dias pelas redes sociais sem o autor. Encantados pela narrativa, muitas pessoas curtem, comentam, choram e compartilham achando o máximo, sem parar pra pensar que não faz sentido. Não passou de uma historinha boba de casal apaixonado, onde o cara faz tudo pela mulher, mas tem o desfecho que não cabe em nenhuma história real (mimimimi). Não gostou do que falei? Foda-se Sem problemas, mas é a minha opinião e eu falo mesmo. Pronto, agora acabei!

domingo, 27 de maio de 2012

Milagre


Milagre é quando tudo conspira contra, mas Deus vem de mansinho e com um sopro leve muda o rumo dos ventos. (Fernanda Gaona)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

New York, New York... ♪

New York, está ai uma cidade que eu gostaria de conhecer antes de morrer. Pena que o dinheiro me impede, mas a internet veio para nos levar em qualquer parte do mundo sem sair da cadeira. Não é algo que se diga: MINHA NOSSA, QUE VIAGEM MARAVILHOSA! mas né? Pelo menos conseguimos observar alguns ângulos privilegiados de cada lugar. Curte só essas fotos de NYC que recebi, infelizmente, sem crédito do fotógrafo.

















New York, New York. I want to wake up. In a city that never sleeps... ♪

terça-feira, 15 de maio de 2012

Relações cortadas por Heranças & Empréstimos

“Não gosto de emprestar dinheiro para os amigos. Além de perder dinheiro, perco também um amigo”. Ouvi essa frase de um conhecido e acho que foi a declaração mais correta que ele já disse. Basta ler as colunas sociais ou olhar ao nosso redor para ver quantas amizades já foram desfeitas por causa de dinheiro ou negócios. E o problema não atinge só as amizades, mas também as relações familiares.

Existe coisa mais triste para um pai que lutou durante uma vida toda para oferecer tudo do bom e melhor para os filhos, acabar morrendo de desgosto por vê-los brigando pela herança? Não, não há. Muitos não esperam nem o corpo esfriar no caixão e já estão brigando. Se algum instituto resolver apurar quantos irmãos deixaram de se falar por causa da disputa material vai ter dificuldades, pois são muitos. Há casos em que essa disputa foi além dos Tribunais e acabou de forma trágica por causa da ganância.

O valor material nem precisa ser muito grande. Qualquer pedaço de terra ou objeto serve como motivo de brigas e disputas. Se alguém nunca atravessou por conflitos familiares em função de heranças ou empréstimos, considere-se privilegiado. No momento, quem passa por essa dor de cabeça é a minha família. O motivo? Sem citar nomes (obviamente), vou mostrar como um desentendimento pode começar por motivo besta.

Nosso apartamento possui duas vagas na garagem, sendo que nós temos apenas um veículo. Durante 20 anos emprestamos estas vagas para outro parente que possui dois automóveis, mas só tem uma vaga na garagem. Em troca, colocávamos o carro na vaga da garagem dele que é de difícil acesso e exigia muitas manobras. Agora que trocamos o veículo por outro mais largo, ficou praticamente impossível estacionar nesta vaga. Solução? Pedimos de volta nossa garagem original que é de fácil acesso. Porém, esse pedido não foi bem recebido e gerou desentendimento com muitas caras emburradas.

A vida é assim mesmo, muitas vezes fazemos algo com objetivo único de beneficiar o amigo/parente que gostamos. Só que - com o tempo - essa pessoa não consegue mais viver sem este benefício, pois o considera seu por definitivo. E quando você tenta retomar o empréstimo... o estrago está feito. Também já passei pela fase de pedir emprestado achando que não precisaria mais devolver. Uma vez pedi o aparelho de parabólica que minha tia não usava, para aproveitar a antena do prédio. Depois de três anos ela pediu de volta e eu fiquei chateado. Mesmo assim, devolvi e comprei outro.

Por isso não gosto de emprestar nada e nem pedir emprestado. É humilhante ter que devolver algo quando você ainda precisa. Se for pra pedir algo emprestado, beleza, desde que tenha data final para devolução. Caso contrário o tempo passa, a pessoa pensa que aquele objeto é dela por definitivo e o proprietário fica até com vergonha de pedir de volta. E quando ele pede que devolva o que lhe pertence, o que acontece? Intrigas e relações de amizades desfeitas ou abaladas.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Monólogo de uma mente vazia

A pior coisa existente para quem mantém um blog caseiro (igual o meu) não é o baixo número de visitantes, pois escrever e desabafar com as palavras é mais uma realização pessoal do que uma busca específica por audiência. A pior coisa mesmo é não ter saco, paciência e nem inspiração para escrever. E quanto menos se escreve, menos vontade dá de escrever. É como ficar muito na cama e, ao invés de descansar, aumenta o nível de preguiça e vontade de dormir.

O fato é que o mundo transborda de notícias com milhares de informações por segundo. É tanta coisa injusta e absurda que acompanhamos por ai, que chega uma hora que dá vontade de dar um descanso pra cabeça. Sem jornais, revistas, portais de notícias e nem nada. Distante dos acontecimentos atuais, ficamos com menos embasamento para sustentar uma opinião ou ideia. Automaticamente a vontade de escrever vai pro espaço, visto que não temos argumento para fundamentar aquilo que queremos dizer.

Enfim, dois parágrafos falando um monte de palavras rebuscadas e sem dizer porra nenhuma. Apenas para afirmar que quanto mais distante eu fico deste blog menos vontade dá de postar aqui. Sei que ninguém liga, mas eu acho uma pena. Era pra ter o efeito contrário, igual água. Quanto menos líquido ingerido no organismo, maior é a vontade de matar a sede com um copo cheio de água. Pena que a leitura e a escrita não funcionam da mesma forma. Sem pauta e nem inspiração para escrever, resolvi criar essa postagem vazia e sem conteúdo.

Confesso que algumas vezes começo escrever sem saber o que dizer, apenas para descarregar as ideias que passam pela minha cabeça. Muitas vezes funciona, pois no meio de tanta bobagem surge alguma curiosidade e - consequentemente - um assunto para abordar. Só que desta vez não deu muito certo, pois já cheguei ao quarto parágrafo escrevendo mais de 1700 caracteres falando nada e finalizando com coisa nenhuma. Isso que dá fazer login no blog e abrir essa tela de postagem. No mínimo um monólogo de uma mente vazia.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma vida resumida em Espera


Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo...
Adoro essa música do Jota Quest, pois ela reflete bem como funciona nossa passagem por aqui. Depois de fecundar o óvulo, ficamos esperando nove meses para nascer (salvo aqueles mais apressados). Após o nascimento, esperamos os primeiros passos, as primeiras palavras, o primeiro banho sozinho e a primeira "cagada" sem precisar da mãe ir nos limpar. Ainda esperamos nossos desenhos prediletos na TV, os primeiros ovos de páscoa e os brinquedos que ganhamos no natal.

Crescemos mais um pouco e esperamos os pais irem nos buscar no colégio, as notas das provas e o resultado final do ano letivo. Esperamos pela confecção do RG, Título de Eleitor e CPF. Depois esperamos pela festa longe dos pais, a primeira ficada com a pessoa desejada e a primeira transa que (geralmente) não é boa, mas nos livra daquele peso da virgindade repleto de dúvidas em como seria a primeira vez. Também esperamos pela carteira de motorista, o vestibular, a matrícula no curso desejado e os novos amigos que surgem na faculdade.

Continuamos esperando pelo primeiro emprego, o salário e as férias. Esperamos pela conclusão da monografia, aprovação da banca e a tão sonhada formatura que dá habilitação para profissão escolhida. Nesta fase algumas pessoas já estão com famílias formadas, casados e com filhos que são sua razão de viver. Já outros (tipo eu), começam esperar pela ascensão no emprego, estabilidade financeira, especialização profissional e encontrar um novo amor. AH, o amor...

Tenho amigos que ficam com quatro garotas por semana, mas estão insatisfeitos consigo mesmo. É fácil ficar com várias pessoas nas festas, quem é insistente vai atrás e consegue. Difícil mesmo é se apaixonar. Todos os finais de semana os motéis ficam praticamente lotados por pessoas que acabaram de se conhecer e foram desfrutar do prazer. O sexo virou algo banal, sem amor, apenas interação entre dois corpos. Um prato cheio para quem possui hormônios a flor da pele. Todavia, uma triste constatação para quem prefere mais carinho, amor e afeição antes de uma relação sexual.

Por que essas pessoas compulsivas pelo sexo, que ficam com mais de quatro parceiras por semana, não estão totalmente satisfeitas? Porque elas também estão esperando... esperando montar família ou encontrar o verdadeiro amor. O sexo é uma fuga para preencher o vazio em troca do prazer, mas muitos voltam para triste realidade depois da gozada. Não há comprometimento e nem interesse em saber como foi o dia da pessoa, se ela está bem ou não. Foi apenas uma trepada e acabou.

Enquanto aguardamos o amor perfeito, acabamos iludidos pelas ciladas da vida. Tratamos algumas pessoas como jóia rara, quando na verdade eram bijuterias (Bruno e Marrone feelings). Bem que o sábio Caio Fernando Abreu nos alertou: "A pior coisa do mundo é quando alguém faz você se sentir especial e, de repente, te deixa de lado". Mas sabe qual o meu receio disso tudo? É chegar aos 80 anos ainda esperando pela pessoa certa =/


Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A tristeza que fica na tragédia alheia

Sou desses que fica triste e abatido quando acompanho notícias trágicas de pessoas que nem conheço. O mais recente episódio foi o caso dos cinco jovens universitários que saíram do Espírito Santo para comemorar o aniversário da mãe de um deles na Bahia, mas se perderam na curva e morreram num acidente da BR 101 Norte. São eles: Amanda Oliveira, Marllonn Amaral, Rosaflor Oliveira, Izadora Ribeiro e Andre Galão. Quem está por fora do caso espia nesse link: Polícia resgata corpos e veículo de jovens desaparecidos em rio da BA. Tão jovens... tão cheio de planos, sonhos e vida. Me coloco no lugar deles, sabe?


Penso nas inúmeras vezes que viajei de carro com amigos pra me divertir. Ao pegar a estrada, nunca sabemos como será o final da viagem: Se vai ser boa ou não e se vamos chegar salvos, já que tudo nessa vida é um risco. Só que ninguém espera um desfecho trágico do jeito que foi com o grupo de estudantes capixabas. Eles sumiram do mapa, tiraram o sono dos pais e fizeram o Brasil se mobilizar para tentar achá-los. E achamos da pior forma: mortos com carro submerso no Rio Mucuri. Triste demais! Agora chora os pais, parentes e uma legião de amigos.


Nesta hora cai a ficha de como a vida é curta. Hoje estamos aqui rindo, festando e se divertindo com todos, mas amanhã eles podem estar chorando por nós que devemos receber homenagens no cemitério e redes sociais... CREDO, ficou tenso essa parte. Deixa eu bater três vezes na madeira e isolar (toc toc toc). Porém a vida é assim mesmo, o amanhã é um grande mistério. Nem preciso acrescentar aquele ditado que fala da importância de dizer o quanto você ama alguém, antes que seja tarde demais. Certo? Já cansamos de ouvir isso, mas infelizmente a rotina nos faz esquecer o valor de demonstrar certas atitudes.

Tenho medo de morrer antes de aproveitar bastante a vida, e tenho mais medo ainda de perder quem eu amo. Se a morte naturalmente é triste, quem dirá da forma como aconteceu com aqueles estudantes que tinham tudo para ter um final de semana agradável. Sinceramente, espero que o meu fim não esteja envolvido num acidente de repercussão nacional. Já pensou? Todo mundo vai visitar meu perfil no Facebook, Twitter etc e constatar que eu era um perfeito idiota. Não há necessidade, prefiro deixar essa constatação só pra quem me conhece e segue presenciando minhas tiradas e bobagens nas redes sociais. Se a morte é inevitável, desejo que todos morram só de velhice sem dor e dormindo numa cama bem confortável.

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