Estava conversando com um amigo esses dias, e então entramos num assunto que faz brilhar os olhos das pessoas em todos os lugares: Dinheiro! Ele estava revoltado com tudo e todos, dizendo que odiava as pessoas que ligavam pro dinheiro. Para ele, quem dá valor ao dinheiro é "Filho do Sistema". O mais importante era valorizar o caráter e a dignidade das pessoas, sem querer saber de grana, pois o dinheiro não serve para nada.
Eu aplaudi as palavras bonitas proferidas por ele, mas disse que era impossível ignorar o dinheiro. K-entre-nós: o que se faz nessa vida sem dinheiro? Nada cara, NADA. Não come, não passeia, não consegue uma cama confortável para dormir, não tem crédito para responder as mensagens, não adquire roupas para andar vestido... Tudo gira em torno do dinheiro, por isso tem tanta gente matando e roubando por causa dele. Eles estão errados, mas por que fazem isso? Porque a falta de grana limita as pessoas. Somos escravos do sistema, não dá para ser diferente. (Mesmo assim nada justifica roubar e matar)
Um dos caras que ele mais atacou foi o Eike Batista, por ser mais rico que alguns países da África. Segundo ele, se tivesse tanta grana iria aproveitar para ajudar as pessoas que não têm onde morar. Outras que estão doentes e não podem pagar uma consulta. E aquelas que não têm o que comer. "Meu coração aperta quando vejo crianças sem vida ou vivendo em condições desumanas", disse. Eu aplaudi, mais uma vez, sua bonita atitude e depois perguntei se ele era candidato de alguma coisa. Ops, não perguntei isso haha (era brinks). Mas falei que o lado mau do dinheiro estava na GANÂNCIA.
Quanto mais grana se tem, mais $$$$$$$$ a pessoa quer. Ter dinheiro para passear e viver bem já não basta, as pessoas precisam competir entre si. É uma disputa para ver quem tem a melhor casa, o melhor carro, o melhor celular, as melhores roupas de marca e quem viaja mais. Tem "gente", se é que podemos chamar assim, que arma até o próprio sequestro só para conseguir arrancar uma boa grana da família. Fora outros tantos que já acabaram com os relacionamentos por causa da maldita "herança familiar"... lamentável.
Sou de uma família simples, mas não me falta nada. Ganhamos pouco, só que nos viramos bem e ainda separamos uma pequena parte para compartilhar com obras de caridade. Todo mês sai 35 reais da minha conta no débito automático para uma instituição religiosa que cuida de doentes e presta um excelente trabalho de assistência social. Sabe quantas vezes já deixei de sair por não ter 35 pila na carteira? MUITAS. Mesmo assim nunca cancelei esse débito automático de ajuda, porque eu acho que o mundo se torna um lugar melhor se pudermos compartilhar o pouco que temos em prol daqueles que têm nada. O dinheiro não é tudo, mas para viver bem é preciso tê-lo por perto.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Muito cuidado antes de fazer ou postar qualquer "merda" por ai
"Cão que ladra não morde", já diz o velho ditado. E a internet está cheia de "cães" deste porte, "latindo" e se achando os valentões por trás do computador. Abrem perfis em sites de relacionamentos, criam blogs e canais no youtube para falar um monte de besteira sem fundamento. Atacam os outros covardemente, se acham donos da verdade e ainda pensam estar com toda a razão. Doentes... é isso que estas pessoas são.
Estes dias, um usuário do Facebook com nome "Diogo CL" postou a seguinte atualização: "Pronto, agora é só o veneno fazer efeito para finalmente o cachorro do vizinho parar de latir". Ele se vangloriava na rede por ter cometido um crime contra o cachorro. Inclusive, uma retardada (aqui posso usar nomes de baixo calão, pois o blog não é jornalístico) com nome de Letícia Phillips perguntou "Como você fez?", e recebeu a resposta: "Chumbinho dentro do pedaço de carne".
Na mesma hora, associações de proteção aos animais se mobilizaram para denunciar este ato covarde e criminoso do cidadão em questão. Ele achou que não iria responder pelos seus atos, e que a internet é um espaço livre para falar qualquer merda sem retaliação. Sim, a internet é um espaço livre e democrático, mas a partir do momento que você usa para atacar alguém ou dar publicidade para atitudes criminosas, fique ciente que haverá consequências. Aqui se faz, ali se paga.
Eis que estou navegando pelo site G1 de Santa Catarina e vejo: Rapaz diz pelo Facebook ter matado cachorro do vizinho e acaba indiciado. Prestem atenção nesta parte da matéria: Na tarde de segunda-feira, (16/07), o garoto foi acompanhado da mãe à 1ª DP prestar depoimento e saiu chorando do local. "Esses garotos acham que são pitbulls na internet, mas na verdade são nanicos", diz o delegado Wladir Padilha.
O que pensei sobre isso: HAHAHAHA, bem feito! Toma, babaca! Vai aprender a ser gente e parar de falar tantas atrocidades nas redes sociais. Não sei se ele realmente matou o cachorro da vizinha, mas é bom ficar ligado que qualquer atitude lamentável, seja na vida virtual ou real, terá que arcar com as consequências e responder pelos seus atos. Portanto, pensem muito bem antes de sair fazendo merda ou divulgar suas porcarias por ai. Além de se passar por otário, ninguém tá a fim de acompanhar isso.
Estes dias, um usuário do Facebook com nome "Diogo CL" postou a seguinte atualização: "Pronto, agora é só o veneno fazer efeito para finalmente o cachorro do vizinho parar de latir". Ele se vangloriava na rede por ter cometido um crime contra o cachorro. Inclusive, uma retardada (aqui posso usar nomes de baixo calão, pois o blog não é jornalístico) com nome de Letícia Phillips perguntou "Como você fez?", e recebeu a resposta: "Chumbinho dentro do pedaço de carne".
Na mesma hora, associações de proteção aos animais se mobilizaram para denunciar este ato covarde e criminoso do cidadão em questão. Ele achou que não iria responder pelos seus atos, e que a internet é um espaço livre para falar qualquer merda sem retaliação. Sim, a internet é um espaço livre e democrático, mas a partir do momento que você usa para atacar alguém ou dar publicidade para atitudes criminosas, fique ciente que haverá consequências. Aqui se faz, ali se paga.
Eis que estou navegando pelo site G1 de Santa Catarina e vejo: Rapaz diz pelo Facebook ter matado cachorro do vizinho e acaba indiciado. Prestem atenção nesta parte da matéria: Na tarde de segunda-feira, (16/07), o garoto foi acompanhado da mãe à 1ª DP prestar depoimento e saiu chorando do local. "Esses garotos acham que são pitbulls na internet, mas na verdade são nanicos", diz o delegado Wladir Padilha.
O que pensei sobre isso: HAHAHAHA, bem feito! Toma, babaca! Vai aprender a ser gente e parar de falar tantas atrocidades nas redes sociais. Não sei se ele realmente matou o cachorro da vizinha, mas é bom ficar ligado que qualquer atitude lamentável, seja na vida virtual ou real, terá que arcar com as consequências e responder pelos seus atos. Portanto, pensem muito bem antes de sair fazendo merda ou divulgar suas porcarias por ai. Além de se passar por otário, ninguém tá a fim de acompanhar isso.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Antes e Hoje
Recebi um texto por email que trouxe até uma nostalgia. Procurei no Google o autor dessa peripécia pra postar aqui, mas não achei. Mesmo na ausência do proprietário, segue o texto para vocês viajarem no tempo também. Se por ventura descobrirem o autor, postem nos comentários :)
Antes e Hoje
Antes usavam chapéu, hoje usam boné virado pra trás.
As mulheres usavam anáguas debaixo das saias. Hoje as meninas compram anáguas no brechó, para usar como saia ou saída de piscina.
Antes, o vô morria, a vó vestia preto e só saía de casa para ir a missa ou para ver o filme do Mazzaropi. Hoje, o vô morre, logo a vó já tem namorado, e vão dançar, tomar sorvete e passear de mãos dadas como antes só os moços faziam.
E antes se passeava nas ruas e praças. Hoje se passeia nos shoppings.
Nas esquinas antes havia camelôs que corriam dos fiscais. Hoje os camelôs enfrentam os fiscais.
Os carros tinham radiadores. Hoje têm computadores.
Quando entrava um idoso no ônibus, o jovem oferecia o lugar.
Hoje, alguém oferece um lugar e o jovem senta antes do idoso...
Antes o telefone tocava, alguém atendia logo. Hoje só atendem logo se for celular.
Os telefones eram pretos, depois passaram a ser cinzentos. Hoje são coloridos, e a mesma transformação se deu com as gravatas.
Antes as sandálias eram franciscanas, agora são havaianas.
Antes, só se via barriga de mulher na praia ou na piscina. Hoje...
Antes, só os piratas usavam brincos. Hoje só há CDs piratas.
Antes os jovens namoravam. Agora ficam.
Namoros começavam nas praças e filas de cinema. Hoje começam e acabam na internet.
Depois de namorar, noivava-se, depois casava-se. Hoje, juntam-se.
Antes, os casais separavam-se dramaticamente. Hoje, acabam a relação tranquilamente. Ou abrem a relação.
E antes se passeava nas ruas e praças. Hoje se passeia nos shoppings.
Nas esquinas antes havia camelôs que corriam dos fiscais. Hoje os camelôs enfrentam os fiscais.
Os carros tinham radiadores. Hoje têm computadores.
Quando entrava um idoso no ônibus, o jovem oferecia o lugar.
Hoje, alguém oferece um lugar e o jovem senta antes do idoso...
Antes o telefone tocava, alguém atendia logo. Hoje só atendem logo se for celular.
Os telefones eram pretos, depois passaram a ser cinzentos. Hoje são coloridos, e a mesma transformação se deu com as gravatas.
Antes as sandálias eram franciscanas, agora são havaianas.
Antes, só se via barriga de mulher na praia ou na piscina. Hoje...
Antes, só os piratas usavam brincos. Hoje só há CDs piratas.
Antes os jovens namoravam. Agora ficam.
Namoros começavam nas praças e filas de cinema. Hoje começam e acabam na internet.
Depois de namorar, noivava-se, depois casava-se. Hoje, juntam-se.
Antes, os casais separavam-se dramaticamente. Hoje, acabam a relação tranquilamente. Ou abrem a relação.
Os restaurantes eram todos a la carte. Hoje são todos self-service e os bancos também.
Antes a hora das refeições era sagrada e tinha conversas demoradas. Hoje, é rapidinha e a conversa é descartável.
Lasanha só da mãe ou da vó. Hoje vem em caixa no supermecado.
Os cachorros comiam restos de ossos, e quase não ficavam doentes. Hoje, comem só ração balanceada, vitaminada aditivada e tem mais doenças.
Lasanha só da mãe ou da vó. Hoje vem em caixa no supermecado.
Os cachorros comiam restos de ossos, e quase não ficavam doentes. Hoje, comem só ração balanceada, vitaminada aditivada e tem mais doenças.
Nas escolas, os professores falavam e os alunos ouviam. Agora os professores às vezes conseguem falar...
Diante de descalabros e absurdos, as pessoas se espantavam e perguntavam "Onde é que isso vai parar?". Agora, pararam de se espantar.
A revista mais lida tinha notícia. Hoje tem caras.
A revista mais lida tinha notícia. Hoje tem caras.
Só havia bailes em clubes. Hoje, só há baladas em boates.
Muitas músicas tinham ritmo forte. Hoje, muitas músicas só têm ritmos.
Carros trepidavam nas estradas de terra. Hoje, trepidam com o som.
Você ligava a tevê no domingo e matava o tempo. Hoje, você morre de tédio.
Carros trepidavam nas estradas de terra. Hoje, trepidam com o som.
Você ligava a tevê no domingo e matava o tempo. Hoje, você morre de tédio.
As velinhas do bolo de aniversário apagavam com o sopro do aniversariante.
Hoje, voltam a acender sozinhas, para todo mundo poder soprar. Mas o brigadeiro continua o doce preferido nos aniversários de crianças. Deve fazer lobby.
E, por enquanto, os domingos continuam caindo no fim de semana...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Aprendendo a perder (Ricardo Sá)
"Só ganha na vida quem sabe perder! É preciso que tenhamos sabedoria e força interior para perder pontos de vista, iniciativas, a própria vez e a chance que pensávamos ter conseguido.
Mais força ainda precisamos ter para perder algo para alguém, quando este é uma pessoa querida, ou se a perda foi causada por traição ou por algum tipo de injustiça.
Porém, a verdade é que existe o tempo da perda e só fica de pé quem tem um horizonte mais amplo, uma meta definida e clara nessas ocasiões. E, assim, aprendemos a considerar tais privações como pesos que vamos largando ao longo do caminho, de modo que nos tornamos mais leves, para que possamos voar cada vez mais alto.
Eu sei que dói muito quando o que se perde são pessoas, mas entenda que o que não nos pertence, na realidade, nunca foi nosso!"
Mais força ainda precisamos ter para perder algo para alguém, quando este é uma pessoa querida, ou se a perda foi causada por traição ou por algum tipo de injustiça.
Porém, a verdade é que existe o tempo da perda e só fica de pé quem tem um horizonte mais amplo, uma meta definida e clara nessas ocasiões. E, assim, aprendemos a considerar tais privações como pesos que vamos largando ao longo do caminho, de modo que nos tornamos mais leves, para que possamos voar cada vez mais alto.
Eu sei que dói muito quando o que se perde são pessoas, mas entenda que o que não nos pertence, na realidade, nunca foi nosso!"
Quando não temos muito que dizer é preciso deixar que a música ou os textos falem por nós, como este do Ricardo Sá. Como é difícil perder. Perder um jogo, perder um emprego, perder um celular, carro e casa. Perder um ente querido então, nem se fala. Dói demais. Perder um relacionamento de tantos anos também machuca, mas é suportável.
A única certeza que temos nesta vida é de que nada é definitivo, pois um dia vamos morrer. A casa nova, linda, um dia vai se deteriorar e pedir manutenção. O carro novo, último modelo, vai ficar com as peças desgastadas e ficar ultrapassado. Toda aquela paixão enlouquecida existente nos jovens casais, um dia acaba. Aquele tesão com uma vontade louca de fazer sexo por longas horas, termina também. São poucas as coisas que nos acompanham até o final da vida.
Por falar em relacionamentos, todo casal que sobe ao altar espera ficar com sua companhia até que a morte os separe (exceto pessoas interesseiras que casam para dar o golpe do baú). Só que, infelizmente, é cada vez mais raro alguém conseguir cumprir este juramento dito dentro da igreja. Por que será? Isso é muito subjetivo. Alguns casamentos terminam por brigas, traições, incompatibilidade de gostos, difícil adaptação e outros fatores.
Sou desses que sempre vai torcer para um relacionamento dar certo, pois sei como é triste colocar um ponto final quando você preferia vírgulas e reticências... Você olha para trás e começa lembrar os bons momentos que passaram juntos. Quantos planos, sonhos e metas traçadas para tentar ser feliz. Tentativas em vão que viraram papéis descartáveis jogados no lixo.
Porém, como diz o texto de Sá, é preciso saber perder. Se a morte levou quem você amava, chore e chore muito até as lágrimas secarem. Viva o seu momento de luto, mas depois aceite à condição de que as pessoas não nos pertencem e tudo aqui é provisório.
E se for o seu relacionamento que chegou ao fim e você precisou se afastar de quem amava, chore um pouco também. Mas saiba que isso aconteceu porque alguém estava infeliz, então nem adianta arrastar aquilo que não dava mais certo. Às vezes é preciso retornar um passo para avançar dois, então trate de virar a página e começar uma nova história. Seguindo conforme a música "Depois" de Marisa Monte.
"Quero que você seja feliz. Hei de ser feliz também..."
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Campanha Paixão pelo RJ: Show de Horror!
O Governo do Estado do Rio de Janeiro lançou uma campanha para divulgar suas belezas naturais durante o Rio+20, que foi uma das piores já registradas nesse país. Acho que nem uma Tv Pirata lá do interior de Roraima deve veicular comerciais deste nível. Não sei qual foi a agência que criou estas peças, mas sugiro que fechem as portas. Definitivamente publicidade não é o ramo deles. O pior de tudo foi o próprio Governo do RJ publicar na sua página oficial do Facebook estas peças que são, no mínimo, medonhas. Espia algumas:
Muito animados...
Puxa, se tivesse sem óculos eu nem imaginaria que era montagem
Eike alegria
MEDO!
Dormir na praia, quem nunca?
O flash deve ter estourado na moça de branco
Pode enterrar que deve estar morta ahUAHhu
E pra encerrar...
É esse o país que vai sediar a Copa?
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Amar não é fácil
Neste momento inúmeros casais fazem filas nas portas dos motéis para comemorar o famoso Dia dos Namorados (12/06). Os restaurantes estão lotados por outros casais que fazem juras de amor eterno. Shoppings, cinemas, parques e, principalmente, o Facebook estão cheios de mimimi, guti guiti, ownnn que fofinho de casais demonstrando seu carinho um pelo outro. Já eu, solteiro e forever alone, estou aqui postando mais uma coisa irrelevante neste blog HAHAHA.
Santo Antônio já desistiu de resolver minha situação, pois não consigo suportar alguém por muito tempo. Se nem eu me aguento alguns dias da semana, quem dirá outra pessoa. Descobri que sofro de bipolaridade no amor. "WTF, que viadagem é essa?". Calma, eu explico. Bipolaridade no amor é um dia querer estar presente 24 horas na vida de alguém, e no dia seguinte preferir que ela não existisse. Simples assim (ou não). Quero atenção, mas não suporto um grude 48 horas por dia. Ao mesmo tempo quero ficar na minha, mas detesto o fato de não receber nenhuma SMS perguntando se estou bem, como foi meu dia...
O Padre Antônio disse numa missa, que não há coisa mais linda em ver um casal com 50 anos de casados afirmando que ama mais o seu parceiro hoje, do que no dia do casamento. Concordo! Olha quantas lutas, batalhas e momentos de aflições passaram juntos. E eles estão ali, firmes e fortes compartilhando suas vidas. Para o amor acontecer, é preciso abrir mão de algumas escolhas para beneficiar o próximo. Tem que haver equilíbrio, caso contrário o casal não vai aguentar tantas brigas e discussões que acabam com qualquer relacionamento.
Com 25 anos de idade, muitos jovens possuem família, casa e carro. Já eu, ainda moro com meus pais e nem tenho planos de sair de casa. Hoje não consigo nem me sustentar direito, como vou pensar em construir família? Complicado, não estou pronto para viver uma vida a dois. Foi-se aquele tempo em que os avôs casavam cedo para começar do zero uma vida de casados. Nesta geração ninguém mais quer passar trabalho. Se for viver em casal, que seja para somar e curtir. Pra chegar lá, penso que devo ter estabilidade financeira para poder oferecer o melhor para minha família.
E se essa tão almejada estabilidade nunca chegar? Ficarei sozinho para sempre? Não sei... só sei que no presente eu preciso cuidar mais de mim, sem compromisso de ligar para amada todos os dias ou ter que ir lá bater cartão - no mínimo - três vezes por semana. Sou tão insuportável que, pro meu namoro fluir, tinha que manter contato só de 15 em 15 dias. Não é a toa que estou sozinho, lógico, mas também não estou procurando por alguém neste momento. Dizem que o amor não se planeja, mas simplesmente acontece. Só espero estar menos chato quando o cupido me fisgar, pois não é fácil estar na minha pele.
Santo Antônio já desistiu de resolver minha situação, pois não consigo suportar alguém por muito tempo. Se nem eu me aguento alguns dias da semana, quem dirá outra pessoa. Descobri que sofro de bipolaridade no amor. "WTF, que viadagem é essa?". Calma, eu explico. Bipolaridade no amor é um dia querer estar presente 24 horas na vida de alguém, e no dia seguinte preferir que ela não existisse. Simples assim (ou não). Quero atenção, mas não suporto um grude 48 horas por dia. Ao mesmo tempo quero ficar na minha, mas detesto o fato de não receber nenhuma SMS perguntando se estou bem, como foi meu dia...
O Padre Antônio disse numa missa, que não há coisa mais linda em ver um casal com 50 anos de casados afirmando que ama mais o seu parceiro hoje, do que no dia do casamento. Concordo! Olha quantas lutas, batalhas e momentos de aflições passaram juntos. E eles estão ali, firmes e fortes compartilhando suas vidas. Para o amor acontecer, é preciso abrir mão de algumas escolhas para beneficiar o próximo. Tem que haver equilíbrio, caso contrário o casal não vai aguentar tantas brigas e discussões que acabam com qualquer relacionamento.
Com 25 anos de idade, muitos jovens possuem família, casa e carro. Já eu, ainda moro com meus pais e nem tenho planos de sair de casa. Hoje não consigo nem me sustentar direito, como vou pensar em construir família? Complicado, não estou pronto para viver uma vida a dois. Foi-se aquele tempo em que os avôs casavam cedo para começar do zero uma vida de casados. Nesta geração ninguém mais quer passar trabalho. Se for viver em casal, que seja para somar e curtir. Pra chegar lá, penso que devo ter estabilidade financeira para poder oferecer o melhor para minha família.
E se essa tão almejada estabilidade nunca chegar? Ficarei sozinho para sempre? Não sei... só sei que no presente eu preciso cuidar mais de mim, sem compromisso de ligar para amada todos os dias ou ter que ir lá bater cartão - no mínimo - três vezes por semana. Sou tão insuportável que, pro meu namoro fluir, tinha que manter contato só de 15 em 15 dias. Não é a toa que estou sozinho, lógico, mas também não estou procurando por alguém neste momento. Dizem que o amor não se planeja, mas simplesmente acontece. Só espero estar menos chato quando o cupido me fisgar, pois não é fácil estar na minha pele.
terça-feira, 5 de junho de 2012
A infestação do mau humor
Numa das últimas postagens do jornalista Ricardo Kotscho, no blog Balaio de Kotscho (iG), ele escreveu sobre o que venho presenciando algum tempo nesta sociedade: mau humor exagerado. Experiente e habilidoso na forma de expor o que sente, achei o texto dele tão perfeito que me vi no direito de publicar neste blog para atingir mais... sei lá, 10 pessoas que ainda navegam por aqui. Vejamos:
Sei que é muito difícil remar contra a maré, mas podemos ao menos tentar, antes que não tenha mais jeito. De uns tempos para cá, não sei precisar exatamente o dia e a hora, mas começou a se formar uma onda de mau humor no país, um tsunami de coisa ruim e cara feia que vai atingindo todo mundo em todas as latitudes.
O vento virou de repente. Basta sair á rua, ver as notícias na banca de jornais, entrar no táxi, olhar para as pessoas nos pontos de ônibus, encarar uma fila no banco ou no supermercado. Parece que está todo mundo de cara amarrada, só esperando pelo pior.
Que se passa? Daqui a pouco as pessoas nem vão mais se perguntar se está “tudo bem”, já vão logo soltando os cachorros para mostrar que vai “tudo mal”. Em alguns ambientes, pega até mal dar risada ou querer fazer uma brincadeira. “Está rindo do quê”? São tantas tragédias, crises, desgraças e ameaças que estamos ficando proibidos de sorrir.
Fica difícil saber se o problema é individual ou coletivo ou as duas coisas juntas, mas a culpa certamente deve ser do governo, qualquer governo. O fato é que se tanta gente está insatisfeita, é preciso fazer alguma coisa, sei lá, trocar de roupa, de emprego, de namorado ou namorada, de boteco, de carro ou de prédio.
No meu caso, trocar de prédio já ajudaria muito porque vivo em meio a uma obra interminável de reforma da fachada, fora várias outras nos apartamentos, e com um vizinho de cima que parece estar de mudança todos os dias. O barulho é full-time.
Que fazer? Já estou usando tampão nos ouvidos, já fiz apelos aos sentimentos humanos dos vizinhos, só me resta pedir socorro à sociedade protetora dos animais, quem sabe ajuda.
Boa notícia é coisa tão rara ultimamente que já vão logo nos avisando, mas sempre com uma ressalva: “Boa notícia atrasada”, informa a Folha sobre a abertura da estação Pinheiros do Metrô de São Paulo, no próximo dia 16, mais de cinco anos após o início da obra.
Podem reparar: quando sai uma notícia boa, vem sempre acompanhada de um mas:
“Muito sol nesta quarta feira, mas pode chover à tarde…”.
“Inflação começa a cair, mas pode voltar a subir”.
“Cai o nível de desemprego, mas ainda faltam postos de trabalho”.
“País cresce, mas pode ter problemas nos aeroportos…”, e por aí vai.
Pegue qualquer noticiário de rádio ou TV e veja quanto tempo passa até que se fale de alguma coisa boa, divertida, prazerosa, engraçada ou bonita, que tenha acontecido em algum lugar do mundo.
Esta semana, ainda bem, pelo menos temos o casamento dos príncipes para espantar um pouco o mau humor do noticiário. Mas até disso já tem gente reclamando. “Que exagero!… E o que eu tenho a ver com isso? Nem fui convidado…”.
Ficamos assim, então: o Balaio convoca seus fiéis leitores para entrarmos todos na luta contra o mau humor. Não custa nada, e mal não vai fazer, garanto.
Alguém aí tem uma receita?
Receita pronta eu não tenho, mas vontade de fazer isso mudar... ah, com certeza!
Sei que é muito difícil remar contra a maré, mas podemos ao menos tentar, antes que não tenha mais jeito. De uns tempos para cá, não sei precisar exatamente o dia e a hora, mas começou a se formar uma onda de mau humor no país, um tsunami de coisa ruim e cara feia que vai atingindo todo mundo em todas as latitudes.
O vento virou de repente. Basta sair á rua, ver as notícias na banca de jornais, entrar no táxi, olhar para as pessoas nos pontos de ônibus, encarar uma fila no banco ou no supermercado. Parece que está todo mundo de cara amarrada, só esperando pelo pior.
Que se passa? Daqui a pouco as pessoas nem vão mais se perguntar se está “tudo bem”, já vão logo soltando os cachorros para mostrar que vai “tudo mal”. Em alguns ambientes, pega até mal dar risada ou querer fazer uma brincadeira. “Está rindo do quê”? São tantas tragédias, crises, desgraças e ameaças que estamos ficando proibidos de sorrir.
Fica difícil saber se o problema é individual ou coletivo ou as duas coisas juntas, mas a culpa certamente deve ser do governo, qualquer governo. O fato é que se tanta gente está insatisfeita, é preciso fazer alguma coisa, sei lá, trocar de roupa, de emprego, de namorado ou namorada, de boteco, de carro ou de prédio.
No meu caso, trocar de prédio já ajudaria muito porque vivo em meio a uma obra interminável de reforma da fachada, fora várias outras nos apartamentos, e com um vizinho de cima que parece estar de mudança todos os dias. O barulho é full-time.
Que fazer? Já estou usando tampão nos ouvidos, já fiz apelos aos sentimentos humanos dos vizinhos, só me resta pedir socorro à sociedade protetora dos animais, quem sabe ajuda.
Boa notícia é coisa tão rara ultimamente que já vão logo nos avisando, mas sempre com uma ressalva: “Boa notícia atrasada”, informa a Folha sobre a abertura da estação Pinheiros do Metrô de São Paulo, no próximo dia 16, mais de cinco anos após o início da obra.
Podem reparar: quando sai uma notícia boa, vem sempre acompanhada de um mas:
“Muito sol nesta quarta feira, mas pode chover à tarde…”.
“Inflação começa a cair, mas pode voltar a subir”.
“Cai o nível de desemprego, mas ainda faltam postos de trabalho”.
“País cresce, mas pode ter problemas nos aeroportos…”, e por aí vai.
Pegue qualquer noticiário de rádio ou TV e veja quanto tempo passa até que se fale de alguma coisa boa, divertida, prazerosa, engraçada ou bonita, que tenha acontecido em algum lugar do mundo.
Esta semana, ainda bem, pelo menos temos o casamento dos príncipes para espantar um pouco o mau humor do noticiário. Mas até disso já tem gente reclamando. “Que exagero!… E o que eu tenho a ver com isso? Nem fui convidado…”.
Ficamos assim, então: o Balaio convoca seus fiéis leitores para entrarmos todos na luta contra o mau humor. Não custa nada, e mal não vai fazer, garanto.
Alguém aí tem uma receita?
Receita pronta eu não tenho, mas vontade de fazer isso mudar... ah, com certeza!
Assinar:
Postagens (Atom)














