
Todo mundo nasce para ser feliz. Pode ver, toda ação é voltada para encontrar este período de felicidade. Por que as pessoas bebem? Para buscar no álcool momentos felizes. Por que há muitos usuários de droga? Porque, num instante, elas lhe dão prazer e também felicidade. Se ambos tivessem o efeito de deixar o ser humano feliz para o resto da vida, toda droga e bebida seriam bem vindas já que significariam algo muito bom.
Em Içara, sul de Santa Catarina, existe um local administrado por padres que cuidam de pessoas que querem uma nova chance para sair do mundo das drogas e do álcool. Um dia o padre
Eloir Borges atendeu um alcoólatra e perguntou:
- Por que você bebe?
- Ah padre, porque é muito bom e me deixa alegre. Beber é a coisa mais divertida que existe.
- Então por que você quer largar esse vício?
- Porque essa alegria é passageira. A ressaca moral e a depressão aparecem muito mais forte depois que a felicidade da bebida acaba.
Essa história é verídica e foi contada na missa da Renovação Carismática que participo. O ser humano vive buscando fora de si algo para ser feliz, principalmente nos bens materiais. Vejamos o homem quando sai com carro novo da concessionária. Parece até um rei. Então que ele vê o vizinho passando com outro carro bem melhor na rua e fica de cara fechada.
Vamos olhar o passado: Uma vez as mulheres tinham que lavar as roupas no rio numa tarefa chata que exigia esforço, tempo e dedicação. Então inventaram a máquina de lavar que até torce roupa e só falta dobrar e guardar. Pergunta se as mulheres de hoje são mais felizes que no passado?
Máquinas de lavar roupa, computadores, carros, aviões e outros benefícios que não existiam foram criados para melhorar a vida das pessoas. Era pra fazer o necessário em menos tempo, e deixar todos mais felizes. Ao invés disso, nos tornamos escravos da tecnologia e o nosso tempo está cada vez mais curto para fazer o que precisa. Não ganhamos mais tempo para nós, conforme o propósito no lançamento destas tecnologias.
Alguns homens têm milhares de amantes, pois estão infelizes no casamento e querem mais prazer. Buscam outras mulheres para tentar ser feliz e ficam com várias, mas não encontram sua felicidade. Outras mulheres estão sempre brabas com o marido porque querem algo novo dentro de casa. Elas começam pedindo um sofá novo, depois tapete, mesa de centro, quadros, estante, televisão... até que um dia amanhecem morta em cima do sofá.
Ambos buscaram algo externo para preencher o seu vazio e ser feliz, mas apenas se iludiram. Há quem diga: “
Minha felicidade se foi no dia em que meu filho morreu”. Não é verdade. Essa não era a verdadeira felicidade. Pode chorar, sofrer, viver seu luto, mas a tua felicidade não está nas mãos de outra pessoa ou algum objeto. Como não? Deixa-me explicar melhor com essa história.
Conta lenda que os deuses se reuniram numa convenção para falar sobre a criação dos humanos. O medo deles era: caso os humanos tivessem tudo e fossem perfeitos, eles não iriam precisar dos deuses. Afinal de contas, todos já seriam completos. Então um deles falou:
- Vamos dar tudo para os humanos, menos a Felicidade. Vamos escondê-la onde eles não vão procurar
- Que lugar é esse que ninguém vai procurar? – questionou um dos deuses
- Só vai encontrar a felicidade quem procurá-la dentro de si. Esse é o segredo!
Gostei de ouvir essa lenda durante a homilia do padre Eloir Borges. Se dinheiro trouxesse verdadeira felicidade, não haveria tantos milionários tomando antidepressivos ou comprimidos para dormir. E se bastante mulher trouxesse felicidade, os islâmicos (religião que permite casar com várias mulheres) jamais amarrariam uma bomba no corpo para se matar e levar um monte de inocente junto.
Quem é feliz consigo mesmo deixa melhor todos aqueles que estão ao seu redor. Distribui sorrisos e abraços sem esperar nada em troca. Enxuga as lágrimas dos outros sem pedir que alguém enxugue as suas. Um exemplo de pessoa assim foi
Zilda Arns.
Morreu em missão no Haiti, ajudando miseráveis que não tinham nada de valor material para retribuir tamanha gentileza. Para ela não havia problemas, pois tinha consciência onde estava sua verdadeira felicidade. Zilda era completa.