segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma vida resumida em Espera


Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo...
Adoro essa música do Jota Quest, pois ela reflete bem como funciona nossa passagem por aqui. Depois de fecundar o óvulo, ficamos esperando nove meses para nascer (salvo aqueles mais apressados). Após o nascimento, esperamos os primeiros passos, as primeiras palavras, o primeiro banho sozinho e a primeira "cagada" sem precisar da mãe ir nos limpar. Ainda esperamos nossos desenhos prediletos na TV, os primeiros ovos de páscoa e os brinquedos que ganhamos no natal.

Crescemos mais um pouco e esperamos os pais irem nos buscar no colégio, as notas das provas e o resultado final do ano letivo. Esperamos pela confecção do RG, Título de Eleitor e CPF. Depois esperamos pela festa longe dos pais, a primeira ficada com a pessoa desejada e a primeira transa que (geralmente) não é boa, mas nos livra daquele peso da virgindade repleto de dúvidas em como seria a primeira vez. Também esperamos pela carteira de motorista, o vestibular, a matrícula no curso desejado e os novos amigos que surgem na faculdade.

Continuamos esperando pelo primeiro emprego, o salário e as férias. Esperamos pela conclusão da monografia, aprovação da banca e a tão sonhada formatura que dá habilitação para profissão escolhida. Nesta fase algumas pessoas já estão com famílias formadas, casados e com filhos que são sua razão de viver. Já outros (tipo eu), começam esperar pela ascensão no emprego, estabilidade financeira, especialização profissional e encontrar um novo amor. AH, o amor...

Tenho amigos que ficam com quatro garotas por semana, mas estão insatisfeitos consigo mesmo. É fácil ficar com várias pessoas nas festas, quem é insistente vai atrás e consegue. Difícil mesmo é se apaixonar. Todos os finais de semana os motéis ficam praticamente lotados por pessoas que acabaram de se conhecer e foram desfrutar do prazer. O sexo virou algo banal, sem amor, apenas interação entre dois corpos. Um prato cheio para quem possui hormônios a flor da pele. Todavia, uma triste constatação para quem prefere mais carinho, amor e afeição antes de uma relação sexual.

Por que essas pessoas compulsivas pelo sexo, que ficam com mais de quatro parceiras por semana, não estão totalmente satisfeitas? Porque elas também estão esperando... esperando montar família ou encontrar o verdadeiro amor. O sexo é uma fuga para preencher o vazio em troca do prazer, mas muitos voltam para triste realidade depois da gozada. Não há comprometimento e nem interesse em saber como foi o dia da pessoa, se ela está bem ou não. Foi apenas uma trepada e acabou.

Enquanto aguardamos o amor perfeito, acabamos iludidos pelas ciladas da vida. Tratamos algumas pessoas como jóia rara, quando na verdade eram bijuterias (Bruno e Marrone feelings). Bem que o sábio Caio Fernando Abreu nos alertou: "A pior coisa do mundo é quando alguém faz você se sentir especial e, de repente, te deixa de lado". Mas sabe qual o meu receio disso tudo? É chegar aos 80 anos ainda esperando pela pessoa certa =/


Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A tristeza que fica na tragédia alheia

Sou desses que fica triste e abatido quando acompanho notícias trágicas de pessoas que nem conheço. O mais recente episódio foi o caso dos cinco jovens universitários que saíram do Espírito Santo para comemorar o aniversário da mãe de um deles na Bahia, mas se perderam na curva e morreram num acidente da BR 101 Norte. São eles: Amanda Oliveira, Marllonn Amaral, Rosaflor Oliveira, Izadora Ribeiro e Andre Galão. Quem está por fora do caso espia nesse link: Polícia resgata corpos e veículo de jovens desaparecidos em rio da BA. Tão jovens... tão cheio de planos, sonhos e vida. Me coloco no lugar deles, sabe?


Penso nas inúmeras vezes que viajei de carro com amigos pra me divertir. Ao pegar a estrada, nunca sabemos como será o final da viagem: Se vai ser boa ou não e se vamos chegar salvos, já que tudo nessa vida é um risco. Só que ninguém espera um desfecho trágico do jeito que foi com o grupo de estudantes capixabas. Eles sumiram do mapa, tiraram o sono dos pais e fizeram o Brasil se mobilizar para tentar achá-los. E achamos da pior forma: mortos com carro submerso no Rio Mucuri. Triste demais! Agora chora os pais, parentes e uma legião de amigos.


Nesta hora cai a ficha de como a vida é curta. Hoje estamos aqui rindo, festando e se divertindo com todos, mas amanhã eles podem estar chorando por nós que devemos receber homenagens no cemitério e redes sociais... CREDO, ficou tenso essa parte. Deixa eu bater três vezes na madeira e isolar (toc toc toc). Porém a vida é assim mesmo, o amanhã é um grande mistério. Nem preciso acrescentar aquele ditado que fala da importância de dizer o quanto você ama alguém, antes que seja tarde demais. Certo? Já cansamos de ouvir isso, mas infelizmente a rotina nos faz esquecer o valor de demonstrar certas atitudes.

Tenho medo de morrer antes de aproveitar bastante a vida, e tenho mais medo ainda de perder quem eu amo. Se a morte naturalmente é triste, quem dirá da forma como aconteceu com aqueles estudantes que tinham tudo para ter um final de semana agradável. Sinceramente, espero que o meu fim não esteja envolvido num acidente de repercussão nacional. Já pensou? Todo mundo vai visitar meu perfil no Facebook, Twitter etc e constatar que eu era um perfeito idiota. Não há necessidade, prefiro deixar essa constatação só pra quem me conhece e segue presenciando minhas tiradas e bobagens nas redes sociais. Se a morte é inevitável, desejo que todos morram só de velhice sem dor e dormindo numa cama bem confortável.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

TIM = Transmissão Incompetente de Merda

Se alguém se sentir ofendido com o título dessa postagem, me perdoe pelas palavras de baixo calão, mas não dá mais para tratar essa operadora de telefonia móvel com cortesia no sul de Santa Catarina (especialmente Criciúma). O que a Tim tem feito com os moradores desta região, foge de qualquer manual absurdo que ensine a perder clientes. Ela simplesmente resolveu lavar as mãos e deixar seus usuários sem comunicação toda semana. O sinal foge, as ligações caem, as mensagens dão falha no envio ou são enviadas com dificuldade, a internet não conecta ou conecta precariamente, a rede está mais ocupada que disponível e as ligações, quando completam, estão caindo mais na caixa postal do que tocando no aparelho da pessoa que está com celular ligado.

Na central de atendimento da Tim chove reclamações, só eu já reclamei três vezes este ano. Parece pouco, mas para reclamar com eles é preciso ter uma dose extra de paciência. Se a ligação não cair, você fica mais de 20 minutos só na chamada de espera para falar com alguém que "vai estar registrando, depois protocolando, para que área técnica esteja verificando e tentando resolver" (gerúndio feelings). Nas mídias sociais não temos mais chuva de reclamações, mas sim enchente. A Tim se faz de surda e a Anatel faz vista grossa sem penalizar essa operadora que não consegue dar conta da demanda de seus clientes. Se a qualidade do serviço de telefonia já não era boa, em 2012 parece que eles estão fazendo força para os usuários trocarem de operadora. Espia algumas reclamações só desta quarta (18/04/2012)...



O ano já começou sem sinal, como sempre acontece na virada do ano por sobrecarga de ligações. Estava de férias no Balneário Rincão, que pertence Içara e fica 25km distante de Criciúma, com dificuldades de fazer / receber ligações e conectar na internet. Achei que o problema era só comigo, pois estava ficando até chato de tanto reclamar no Twitter e Facebook. Mas ao voltar das férias, em fevereiro, vi que o problema era geral e não apenas comigo lá no litoral. Reclamei no call center, e chegou ao cúmulo de uma atendente da Tim me falar: "Senhor, a ligação está péssima e eu não consigo te ouvir direito. Tem como refazer a ligação?" E eu respondi: "Essa é a qualidade do serviço que vocês oferecem na minha região. Quer que eu faça milagre??" (não me contive)

Agora vem o questionamento natural das pessoas: "Se está tão ruim, porque não param de reclamar e trocam de operadora?". Eu já tenho a Claro há mais oito anos que também não é das melhores, mas pelo menos completa mais ligação. O maior problema é que 80% dos contatos na agenda são clientes da Tim. De que adianta você ligar, se eles não podem receber sua chamada? Complicado! Além das boas promoções oferecidas pela Tim, o motivo dela ter mais clientes em Santa Catarina é que, quando o governo privatizou o telefone, ela comprou a Telesc e dominou a base móvel no estado. Estava fortalecida quando chegou à concorrência, visto que muitos adquiriram suas linhas para falar mais barato com os amigos da mesma operadora.


Só que a concorrência existe para não ficarmos reféns de uma empresa. Cansados de ficar sem sinal, muitos clientes da Tim entraram com pedido de portabilidade para outras operadoras. Acho justo essa mudança, pois quero mais que ela se exploda por não resolver os problemas na área de Criciúma. Quem conecta seu celular em Floripa e se desloca pro sul do Estado, percebe muito bem a queda da qualidade na Tim. Chega ser ridículo, é como se trocassem uma banda larga pela internet discada. Quando essa operadora perder grande parte dos seus clientes aqui, só ficarei com pena dos bônus que não vou poder aproveitar, já que um amigo vai pra Vivo, outro Claro e Oi. E a Tim... cry cry cry


Tim: Transmissão Incompetente de Merda

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A morte (by Pedro Bial)

“... você tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. COMO ASSIM? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é?

Morrer é um clichê. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu!

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por 1 rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça!"

(Pedro Bial)

Obs: Há dúvidas quanto autoria do texto. Inúmeras referências afirmam ser do Bial, mas não há confirmação.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Diferentes visões na preparação do Churrasco

Uma vez um professor me disse que nunca haveria opiniões completamentes iguais, pois cada pessoa enxerga o Planeta Terra de um ângulo diferente. Ele estava certo, e até numa simples preparação de churrasco isso fica bem visível...


terça-feira, 3 de abril de 2012

Enquanto isso na agenda...

muitos planos e sonhos


Só espero ter saúde e dinheiro para realizar todos eles : )

segunda-feira, 26 de março de 2012

Permanecer: um verbo em extinção

Estes dias fiz uma limpeza no meu Twitter de usuários que seguia e não aparecia na rede há uns dois anos, graças o site UnTweeps que conseguiu achar os perfis abandonados. Eu não entendia como apenas 100 pessoas apareciam diariamente na minha timeline, sendo que sigo mais de 1500 pessoas. Cadê o resto? Para minha surpresa, vi tantas pessoas legais que resolveram largar aquela rede. Perderam o encanto e sumiram assim, sem mais e nem menos deixando só a saudade virtual. Ao visitar a página destes usuários, acabei lendo com atenção as últimas atualizações postadas por eles: "Semana de volta às aulas, espero caprichar este ano". Será que caprichou? Gostou do que aprendeu? Passou de ano? Por que não voltou pra contar?

Outro postou: "Finalmente chegou minha tão desejada férias. Agora é aproveitar longe do computador". Bah, já faz dois anos. Será que não é hora de voltar destas férias? Pra onde você foi? Compartilhe conosco, poxa... Li também: "Depois de um dia cheio agora é deitar, assistir filme e comer uma pipoquinha. Delícia". Caramba, morreu engasgada com a pipoca? O filme era legal? Por que nos abandonou? Volta! "Cansei dessa cidade de mentes pequenas e povo ignorante. Queria tanto me mudar para longe daqui". Te entendo perfeitamente, e estou aqui caso precisares desabafar. Mas cadê você? Conseguiu mudar de cidade, estado ou país? O que aconteceu na tua vida nestes últimos dois anos?

As redes sociais têm este poder de nos aproximar de pessoas que estão longe. Muitas se tornam queridas e especiais sem nem ter a noção disso. Só pelo fato de ler um pedaço da sua vida compartilhada em qualquer rede, já é motivo para empolgação. Afinal de contas tudo que postamos no Twitter, Facebook, blog etc é um pedaço do livro da vida que estamos escrevendo. Ali estão angústias, aflições, questionamentos, comemorações, momentos de felicidade... tudo fica registrado. E, independente do usuário, cada um traça sua história em busca de uma vida melhor. Quando uma pessoa querida desaparece da rede, o elo que nos mantinha unido é quebrado. Histórias de lutas, sofrimentos, conquistas e vitórias deixam de ser registrados e compartilhados com quem se criou uma afinidade espontânea. 

"Ah, mas quem sente saudades e se importa realmente com a pessoa liga, manda mensagem e vai atrás pra ver se está tudo bem com ela", concordo. Porém há uma diferença entre admirar alguém virtualmente gostando do que ela escreve, e ser amiga dela na vida real. Principalmente na internet, onde grande parte dos meus contatos moram mais de 500km longe de mim. Até pensei em ligar para algumas pessoas dizendo "Oi, você não me conhece, mas eu te seguia no Twitter e quero saber porque você abandonou aquela rede. Tá tudo bem contigo?", mas é claro que iriam me chamar de louco. Outra opção era sugerir uma pauta pro Globo Repórter: "Pessoas que não atualizam nenhuma rede social ou abandonam o perfil cadastrado. Como vivem? O que fazem da vida? Como conseguem ficar longe disso?"

Lembro de quando fiz uma limpa nos contatos antigos no MSN e foi essa mesma angústia. Pessoas que foram importantes um dia pra mim, sumiram e ficaram offline para sempre. Tantas horas de conversas, desabafos e conquistas compartilhadas que ficaram perdidas com o tempo. Inúmeras trocas de músicas que marcaram uma fase da vida, e que agora foram parar na lixeira. Dizem que devemos deixar estas pessoas partirem para dar espaço as outras que estão chegando. Mas é triste ver como perdemos muita coisa com o tempo. Nessa postagem eu exemplifiquei o abandono numa rede virtual, mas na vida real o cenário não é diferente. 

Quantas pessoas passaram pela nossa vida, fizeram um bem danado e desapareceram ao sabor do vento? De vez em quando me pego pensando: "Como será que está fulano(a)? Será que continua com aquelas manias de antigamente? Bons tempos...", estas lembranças surgem nesta fase que atravesso de questionador e nostálgico. Agora entendo profundamente o que disse este autor desconhecido: 


"Sempre achei a vida irônica, principalmente a forma como algumas pessoas entraram e saíram dela. Na verdade, sempre achei irônico o fato de nunca ficarem. Permanecer também é um verbo em extinção".

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