quinta-feira, 11 de março de 2010

Jornalismo: tão importante e tão de$valorizado

Quando escolhi cursar jornalismo, sempre soube que não receberia bons salários como os médicos, advogados, arquitetos, juízes, promotores, etc... mas escolhi a profissão mesmo assim por amor á comunicação social, por gostar de conversar e conhecer novas pessoas, escrever, verificar o outro lado da verdade, mostrar para o público aquilo de bom que está acontecendo (e de ruim também).

Tive a sorte de conseguir trabalhar nesta área no começo da faculdade, assim que cheguei na profissão totalmente imaturo e crianção. Considerava o jornalista igual às celebridades e quando encontrava com um deles (principalmente se fosse da tv), ia logo abraçando, querendo saber de tudo e pedia autógrafos. Por que fazia isto? É que admiro demais o trabalho dos jornalistas.

Levar para a sociedade aquilo que está acontecendo no bairro, cidade, país e mundo é uma tarefa encantadora que exige bastante trabalho e dedicação. Apurar as fontes, ouvir os dois (ou mais) lados, expor os problemas das pessoas e intermediar os conflitos entre a sociedade com o poder público (não juridicamente falando), são atributos que enaltecem a profissão, obtém o prestígio da comunidade e faz com que a imprensa seja considerada o Quarto Poder mais importante, depois dos poderes executivo, legislativo e judiciário.

É uma pena que os grandes empresários donos das emissoras de rádio, jornal, televisão, portais e prestadores de serviços, não valorizam no mesmo porte os seus súditos jornalistas e remuneram mal os préstimos da profissão, oferecendo o salário piso da categoria de R$ 1200 (em SC). Por que um médico, advogado, engenheiro, juiz, entre tantas outras profissões podem ganhar ótimas remunerações, e os jornalistas (fundamentais para a informação da sociedade), não?

Ninguém vive sem informação. Há um péssimo hábito de achar que jornalistas ganham bem ao ser comparado com o piso dos lojistas e professores (outra categoria bem desvalorizada). Toda profissão tem a sua importância, mas é preciso olhar para frente e lutar pelo melhor. Não ganhar nem três salários mínimos por mês (salvo raras exceções de colegas da profissão) e viver para pagar só o básico (ou nem isso) como água, luz, telefone, gasolina, alimentação, iptu, aluguel... não é vida.

Para mudar a realidade, existe os sindicatos que lutam por nós perante os representantes patronais. Mas quem de nós luta pelo sindicato da categoria, comparece nas reuniões e une forças junto aos colegas?

Reclamar do baixo salário de uma profissão TÃO importante e ficar só atrás da mesa do computador colhendo pautas ou na rua cobrindo os problemas dos outros, não vai adiantar. Se quisermos melhorias e fortalecer a profissão, precisamos participar dos encontros do sindicato, opinar, apontar caminhos e oferecer um pouco do nosso corrido horário para ajudar a categoria dos jornalistas.

Participei do encontro do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC), ontem (10), que trata sobre o dissídio coletivo para recuperar as perdas salariais e passar o piso da profissão para R$ 1800. Sabe quantos jornalistas em Criciúma participaram? Só 12... isso mesmo, 12. Muitos foram avisados e poucos compareceram, o que mostra como os próprios jornalistas não se valorizam no quesito de fortalecer a profissão.

Foi perguntado ao presidente do sindicato, Rubens Lunge, se o piso da categoria vai passar para R$ 1800 para valorizar mais a categoria, e sabe qual foi à resposta? Só se os jornalistas quiserem e tiverem dispostos a enfrentar isto. Vamos mostrar a proposta e a classe patronal não vai aceitar.

Qual a ferramenta que temos? A greve. Vocês estão dispostos a parar as atividades de uma redação, deixar a empresa sem faturar por falta de notícia e a população desinformada - com objetivo de chamar atenção para a realidade dos jornalistas e pedir melhores salários? NÃO!

Jornalista cobre greve dos bancários, dos mineiros, dos médicos e de TODOS os setores, mas NUNCA para. Se não há mobilização de greve coletiva em todos os meios, o sindicato não tem ferramentas contra os patronais. E então vai ter que aceitar o reajuste da inflação e um pequeno aumento irrisório no piso da categoria, cuja realidade da profissão com baixos salários não será alterada.

A culpa de tudo isso? Nossa. Quem ganha mais, não se une nas lutas do restante da classe que ganha menos. Os empresários conseguem desmantelar a união dos jornalistas ao pagar mais para um e outro (para afastá-los das reivindicações coletivas), ou até mesmo colocam muito serviço para impossibilitar o comparecimento nestes encontros.

Se não conseguimos encher uma sala de reunião para debater pontos importantes com o Sindicato dos Jornalistas, como vamos ter forças para solicitar melhores salários?

Participar dos encontros do Sindicato dos Jornalistas, é preciso para ajudar a profissão. Como disse o papa João Paulo II (in memorian): Só um sindicato forte é um sindicato eficaz!

Enquanto esta realidade não mudar, continuaremos a cobrir as greves dos outros com acompanhamento da valorização salarial deles, trabalhando (sem nenhum dinheiro no bolso por ter pago só as coisas básicas, ou nem isso) e precisando se contentar em receber um pouco mais de dois salários mínimos, por deixar todos os povos por dentro de tudo o que acontece.

terça-feira, 9 de março de 2010

Strike no Carro?

Alguém explica este vídeo que recebi por e-mail?

Parece até premeditado. Tinha câmeras filmando, o carro passa bem na hora certa (numa rua que não passava mais ninguém) para ser atingido pela bola de demolição do guindaste em New York.

Estranho... muito estranho --'

sexta-feira, 5 de março de 2010

O que as pessoas fazem no Fim de Semana?

Depois de uma semana puxada, a sexta-feira chega com a mesma alegria de quando a água é encontrada no deserto (ps: relevem a ilustração gay na figura ao lado). Considero às sextas-feiras até mais festivas do que o domingo, pois na sexta sabemos que ainda temos todo um final de semana para aproveitar. Já no domingo, a cabeça lembra (principalmente depois da musiquinha do Fantástico) que no dia seguinte começa tudo de novo sem o corpo estar devidamente descansado.

Sabe o meu dilema? Geralmente não sei o que fazer no final de semana. Quando tenho uma festa, formatura, encontro de amigos ou um passeio já agendado, sempre fico feliz, pois sei que a diversão está garantida. Porém, quando não tenho NADA programado bate aquela frustração: O que vou fazer? Ficarei em casa lendo, assistindo filmes, navegando na web... ou vou visitar parentes? Como aproveitar bem o final de semana que não tem nada agendado?

Nesta hora, gostaria de ter uma bola de cristal para adivinhar o que cada amigo, parente e outras pessoas que admiro estão fazendo para se divertir neste período. É claro que aproveitaria isto por dois motivos: me conformaria em ver que elas também estão fazendo nada, ou pegaria alguma sugestão de divertimento (de uma ou outra pessoa) para mim.

Se a minha vida fosse mais fácil e tivesse dinheiro sobrando, é claro que não faltariam opções para aproveitar cada final de semana. Era só encher o tanque do MEU carro (hoje ele pertence ao futuro) e cair na estrada com a galera para passear pelas lindas praias do litoral de SC, ou curtir o frio nos hotéis fazenda da serra catarinense, ou até mesmo pra ir em todas as festas legais e caras agendadas na região.

Como essa vida não é um sonho encantado (e o prêmio da mega sena sai para poucos), preciso me contentar em fazer os planos de me divertir sem gastar muito. Sabe a balada do Eldredon? Foi a que mais frequentei por todos estes anos, o que não significa que deixei de aproveitar o final de semana também. Mesmo na hora do descanso em que eu mergulhava numa leiturinha lá no Eldredon, me perguntava: O que as pessoas estão fazendo neste final de semana? A resposta: Só Deus sabe!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Trabalhos chatos são Sufocantes

A correria diária nos impede de ficar mais tempo com quem nos gostamos.
A correria diária nos impede de ler mais os blogs que curtimos.
A correria diária nos impede de ser feliz fazendo aquilo que queremos.
É, essa vida corrida não é fácil...

Cada profissão tem o seu ônus e bônus, com a parte chata e boa para trabalhar.

Nesta semana estou assim, trabalhando com a parte chata (diagramação) que não suporto. Não tenho muita criatividade para estas coisas, então meus modelos de páginas ficam sem graças e nada atrativos.

A ferramenta de trabalho é outra negação. Uso o CorelDraw para diagramar, mas como não sei nada sobre aquilo, os efeitos que quero fazer não acontecem. As alterações em textos, legendas e fundos NUNCA ficam como eu quero e o sangue vai subindo pela minha cabeça (e me irrito).

Bom seria se a gente pudesse escolher só aquilo que quer trabalhar, mas são poucos os que têm este privilégio. Todo jornalista não gosta de cobrir alguma editoria nas pautas. Todo médico não gosta de certo perfil de paciente. Todo advogado não gosta de trabalhar com um tipo específico de causa. Todo professor não gosta de fechar médias e dar aulas na recuperação. Todo estagiário não gosta de ser "pau pra TODA obra" e todo lojista não gosta do cliente que chega à loja "só para dar uma olhadinha".

Não importa a profissão, sempre haverá uma parte dela que não é legal de se fazer, mas que a função exige. No meu caso, AMO trabalhar com assessoria de imprensa, mas não gosto nada de diagramar os jornais internos para os clientes. Mas estes são os ócios do ofício e dali vem o meu salário, então como é que fica?

Cabe a mim e a cada um de nós fazer o ônus que nos compete na função para colher o bônus depois. É claro que este período de fazer aquilo que não gostamos, é mais chato e demora mais tempo para passar. Entretanto, é preciso aguentar firme para concluir estas tarefas e voltar a fazer aquilo que mais gostamos da nossa profissão.

Pena que as fases turbulentas são carregadas de stress e dores de cabeça. Porém, uma hora essa fase chata vai passar e tudo volta para o lugar. A droga é que estas fases chatas sempre voltam (de um jeito ou de outro) e então a paz vai lá pro saco. Vida complicada esta, viu?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sempre ao seu Lado

Assisti neste final de semana o filme Sempre ao seu Lado que tanto queria ter ido ver no cinema, mas que fui impossibilitado por enchentes, falta de companhia, trabalhos, outros compromissos e aniversários (problemas sempre das quartas-feiras, bem no dia que é mais barato). O filme é divino, baseado em fatos reais e destaca bem a lealdade dos cães junto aos donos.

Não vou contar como é a história por aqui, porque senão vocês já vão imaginar o final. E não tem nada mais chato do que você assistir um filme sabendo do que vai acontecer, porque alguém viu antes e resolveu abrir a boca. Qual é a graça, poxa? Quando me contaram o que acontecia - antes de eu assistir - fiquei p* da vida. Só posso dizer isso: Quem ama os cães, deve muito assistir porque vale a pena.

E quer saber? Os diretores de filmes tem que parar de lançar filmes emocionantes de cães do tipo Marley e Eu; Sempre ao seu Lado... porque eu choro. Eles venceram, não consigo segurar as lágrimas com as histórias destes seres maravilhosos e fiéis. A história apresentada neste filme que assisti, me lembrou de uma outra muito antiga que compartilho aqui.
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A emocionante história de Greyfriars Bobby

Bobby era um cão da raça Skye terrier que e se tornou muito famoso na Escócia quando seu dono, John Grey, morreu e foi enterrado no cemitério Greyfriars Kirkyard, em 1858. Por 14 anos após a morte de seu dono, Bobby recusou-se a permanecer longe do cemitério uma noite sequer, até sua morte, em 1872.

James Brown, o antigo zelador do cemitério, lembrava-se do funeral de John Grey e de seu cão, "Bobby", que, em sua opinião era o mais triste entre os presentes.

Após o enterro, o túmulo foi fechado como sempre e, na manhã seguinte o zelador James Brown entrou "Bobby", deitado sobre o túmulo... James Brown obviamente não poderia permitir a presença do cão, especialmente diante da placa na entrada do cemitério proibindo a presença de animais e não pensou duas vezes em expulsar Bobby do cemitério.

No entanto, na manhã seguinte, apesar da umidade e do frio, lá estava Bobby novamente, deitado sobre o túmulo de seu dono. James Brown se comoveu com a lealdade de Bobby, que voltava ao seu dono mesmo recebendo o carinho e a caridade dos moradores do lugar e por isso, desistiu de expulsar o cão novamente.

A lealdade de Bobby era tanta que mesmo debaixo de chuva ou frio, eram inúteis as tentativas de mantê-lo abrigado durante a noite. Ele sempre arranjava um jeito de escapar e voltar ao cemitério. Os moradores do local, sensibilizados pela atitude de Bobby alimentavam o cão, pagavam suas taxas e derem-lhe uma coleira para que fosse devolvido se se perdesse.

O ritual de Bobby durou 14 anos, até que ele morresse. E sua lenda era tão forte que, após sua morte, a baronesa Burdett Coutts mandou construir uma estátua em homenagem ao cão no próprio cemitério.
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Não posso com isso... só quem tem um cão e o ama para entender sobre o que estou falando :'(

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

#NOBCriciúma4 - Vamos então?

Morar na cidade de Criciúma é muito interessante, pois ela tem uma mistura de cidade grande e cidade pequena com inúmeras peculiaridades. Com quase 200 mil habitantes, a cidade parece grande pelo seu potencial de desenvolvimento, na variedade de serviços oferecidos (clínicas, lojas, mercados, eventos diversos, etc...) e no tamanho do coração de seu povo (que é muito solidário).

E ela parece pequena na incapacidade de cuidar das ruas (detonadas), de conseguir executar grandes obras (anel viário, via rápida, aeroporto decente) e porque parece um ovo. Um ovo? Sim, quase todo mundo se conhece e caminhar no centro é pedir para levantar o braço umas três vezes (no mínimo) para cumprimentar estes conhecidos.

Outro diferencial que chama atenção é a quantidade de blogueiros e tuíteiros que temos nesta terra do carvão. Muitos se conhecem além da telinha do computador, mas outro tanto nunca viu a pessoa do outro lado (nem mais gorda e nem mais magra), a não ser por fotos de avatares.

Mesmo não conhecendo, todos interagem e trocam ideias com estes contatos virtuais via blogs e redes sociais. Gostaria de conhecer outra cidade em que as pessoas interagem tanto pela web, parecendo velhos amigos ao formar uma grande união com troca de conhecimentos.

Com objetivo de reunir parte desta tropa - especialmente de tuíteiros - e fazer a galera se conhecer pessoalmente para trocar frases com mais de 140 caracteres, a @Priscilaadv (assumiu a bronca) organiza o #NOBCriciúma4, que acontece nesta sexta-feira (26) a partir das 22 horas no La Bodega.

E o que quer dizer NOB? Também não sabia, mas quando participei do terceiro encontro descobri que era Nerds on Beer (ou seja, Nerds também amam... mentira, Nerds e Bebida). Eu vou, vamos? (agora ninguém vai mais). Sei que não tem muita graça o fato de eu ir, mas olha só... alguns blogueiros famosos tipo o Chicuta, a Deise Duarte, Juliana Dacoregio e a Kellen Rodrigues também vão (agora vocês vão né).

Vamos todos! Será um momento para descontrair e interagir pessoalmente com a animação da banda The Followers que vai tocar os sucessos desde o Windows 95 até o XP. De quebra, a @Priscilaadv chamou toda a imprensa para cobrir, então será a chance da gente sair nas fotos e ficar famoso na Veja, Caras, Contigo... até na Rádio Criciúma e Sul Notícias.
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Atualização de 27/02/2010
Como não vou fazer um post falando como foi o NOB, tiro a curiosidade de vocês por aqui afirmando que foi um sucesso. Quem não foi, perdeu! Foi uma ótima oportunidade para conhecer as pessoas muito além dos 140 caracteres do Twitter e saber da boa personalidade que há por trás de cada foto no avatar.

Quer ver as fotos? Clica no link da
Rádio Criciúma e Sul Notícias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Split que se Exploda!

Quando ganhamos um ar condicionado no local de trabalho, fizemos A festa, pois era o fim do martírio de ter que trabalhar com o suor pingando junto com o cheiro nada agradável querendo aparecer na temperatura ambiente acima de 40 graus.

Bendito seja o homem que inventou o ar condicionado, esta coisa linda de Deus que (com apenas um clique do controle) te tira do deserto do Saara e te leva para a beira mar, debaixo do sombreiro como se tivesse com água de coco. A sensação de estar refrescante em dias que até o fogo pede água é indescritível.

Nossa mordomia ia muito bem, até o ar condicionado resolver fazer greve por causa do calor. A cada cinco minutos o dito cujo resolveu desarmar e não teve mais jeito para funcionar. Chamamos um técnico para averiguar o problema e depois de muito implorar, um apareceu. O que ele disse?

- Moço, esse ar condicionado Split para de funcionar por causa do calor. O motor não refrigera e ele desliga para não queimar o compressor. Isso é muito comum nesta época e atendemos outros 500 chamados com o mesmo problema.
- COMO É QUE É??? Quer dizer que por estar muito quente ele não vai trabalhar?? Ou seja, só podemos usar este ar condicionado no inverno?
- Parece piada né? Mais se tá muito quente ele é assim, desarma. Faz o seguinte: Vocês deixam ele um pouco desligado, repousando e depois ligam que volta a funcionar.
- Já fizemos isso seu técnico, mas ele continua desarmando e não quer TRABALHAR... E agora?
- Agora vocês repetem a dica que passei. Se o problema insistir, ou vocês esperam diminuir este calor ou me chamam.

HAHAHAHAHA, chamar o cara que mandou a gente se conformar com o calor e disse que quase todos SPLIT estão com o mesmo problema? Mas nemm... ele nem olhou direito o motor, nem viu se tinha que rebobinar uma pecinha lá do ar e só mediu a pressão do gás.

E agora estamos nós, derretendo ao trabalhar com 40 graus na sala, enquanto o ar Splitnojo cruza os braços e faz greve de calor. Se ele tivesse rosto, aposto que estaria rindo de cada gota de suor escorrida no corpo por culpa dele.

Uma vez pensei em colocar o ar condicionado Split em casa, mas agora quero que ele se EXPLODA! Vou me contentar com aquele ar quadradinho de quebrar parede mesmo, porque ao menos eles não param devido o calor.

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