
Em algumas fases da vida, fico triste quando vejo quem é do mal se sobressair perante as pessoas de bem. É tanta canalhice, criminalidade, violência, corrupção e assassinatos que não há mais espaço, aparentemente, para quem é do Bem viver na Terra. A moda é ser do mal. Deus? Que mané Deus... isso é coisa de mente fraca. Tudo foi invenção, ele não existe e quando você morrer; acabou. Não existe justiça divina, muito menos espírito que habita nosso corpo.
Mergulhados nessa convicção, os homens resolveram viver como bem entendem. Se ocuparem cargos públicos, vale roubar o dinheiro público em prol do consumo próprio. Se estiverem com amigos numa boate, vale espancar um jovem indefeso por causa de garotas. Caso for policial, vale ficar com medo dos bandidos. Se for desembargador que já ganha ótimos salários, vale vender sentença no tribunal para ficar ainda mais rico. É melhor obter muito dinheiro
(de forma ilícita) para andar de
Ferrari e
Iate, do que ter a consciência limpa.
O mundo parece um canteiro de interesseiros e as pessoas se tornaram pior que urubus. Não esperam nem o corpo esfriar para sair atacando. Isso está errado... muito errado. São muitos os que cobram cumprimento das leis para fiscalizar os outros, mas não quer ela funcionando na prática quando o problema volta para si. Pra onde vamos deste jeito? Que mundo é esse onde a sonegação de impostos, desvios de verbas públicas e a existência de "laranjas" virou sinônimo de esperteza, e não falta de caráter?
Escrevo este desabafo pensando no senador
Renan Calheiros. Foram seis acusações
(veja aqui) entre pensão paga com dinheiro de lobistas, empresa fantasma, laranja, propina, espionagem, etc. E o que acontece com este sujeito? Vira titular do
Conselho de Ética do Senado. Prova de que o PMDB, partido de Calheiros, valoriza quem é péssimo exemplo para população. E a população não pode reclamar, pois este senador não foi eleito sozinho. Certo? Tenham mais juízo nas próximas eleições.

O desabafo também foi pensando nos monstros de Jaraguá do Sul. Quatro jovens agrediram covardemente e mataram com facadas o
Rafael Santana, 18 anos, na saída de uma boate. O motivo? Coisa banal, ciúmes por conta de uma garota. Tanta mulher sobrando no mundo, e tem gente que ainda se mete com quem é compromissada. Lamentável. Agora chora a família de Rafael, que fugiu da violência de Foz do Iguaçu para ter o filho morto em Jaraguá do Sul
(veja aqui).
Essa postagem inclui os desembargadores que vendem sentenças. Não são poucas as denúncias que aparecem no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que se vê obrigado afastar os envolvidos quando há fortes indícios que comprovam a acusação. Somente em Tocantins,
Willamara Leila, 55 anos,
Carlos Souza, 64, e
Liberato Póvoa, 66, foram afastados de suas funções por venda de sentença. A Polícia Federal investiga, também, o desembargador
Amado Cilton Rosa, 59 anos. Todos já ganhavam ótimos salários, mas - infelizmente - deixaram "crescer o olho".
(Fonte: Vermelho.org)
Pra finalizar, nem a polícia pode mais trabalhar direito. Olha essa matéria publicada no jornal
A Tribuna (terça-feira - 10/05/2011), escrita pela repórter Talise Freitas.
Destaco o segundo parágrafo do jornal (grifado em vermelho), ou o terceiro parágrafo do link destacado do site do A Tribuna: "Segundo um policial militar, que não quis ser identificado, o problema afeta o trabalho da polícia..."
Vocês entenderam a gravidade do problema que vivemos? Até o policial está com medo de se identificar e se esconde dos bandidos. COMO ASSIM, Brasil? Que autoridade é essa que, ao invés de lutar contra os criminosos para nos proteger, prefere ficar à surdina. Dá entrevista com medo de revelar nome e deixa os bandidos agirem livremente no bairro Renascer (Criciúma - SC).
Operação pente fino? Não existe! É melhor deixar os marginais dominarem aquela região, repleta de gente com má condição financeira, e se esconder por trás do anonimato. Está errado, gente, não podemos permitir isso. Nunca devemos nos acostumar com estas injustiças existentes no mundo. Como disse Martin Luther King:
O mal não pode vencer o bem!